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Carol do vôlei conquista bronze em mundial e comemora prisão do “pior presidente da história” (vídeo)

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    Carol do vôlei
    Carol do vôlei comemorando o bronze na Austrália e também a prisão de Bolsonaro |23.11.2025| Imagem reprodução/SporTV | Ao fundo, o ex-presidente em prisão domiciliar / reprodução redes sociais


    “Bolsonaro na cadeia, pohha”, gritou a atleta durante entrevista ao SporTV. “Eu nunca poderia acreditar que teríamos presentes como esse” – ASSISTA



    Brasília, 23 de novembro 2025

    A atleta Carol Solberg detonou um “Bolsonaro na Cadeia” após conquistar a medalha de bronze no Mundial de Vôlei de Praia 2025, neste domingo (23/nov), em Adelaide, na Austrália.

    Carol forma dupla com Rebecca Silva e ambas superaram as compatriotas Thamela Endres e Victória Lopes por 2 sets a 0 (21-18, 21-19), garantindo a inédita medalha para a parceria comandada pela técnica Letícia Pessoa.

    Durante entrevista ao vivo na SporTV, logo após conquistar a premiação épica, ela falou emocionada sobre seu “dia incrível” e que afirmou que estava “muito feliz”, mas que também era “um dia incrível para o mundo” por conta da prisão de Bolsonaro que, segundo ela, foi “o pior presidente da história do Brasil”.

    Então, Bolsonaro está na prisão e é tão importante que celebremos, sabe? “, afirmou. “Eu estou muito orgulhosa de ter esta bandeira agora”, comemorou, pegando a Bandeira do Brasil das mãos de sua colega de equipe para estendê-la ao público, que também fazia o mesmo.

    Eu nunca poderia acreditar que teríamos presentes como esse. Então, é, uh, temos que celebrar”, pontuou antes de soltar “é Bolsonaro na cadeia, pohha“.

    A vitória, disputada na manhã deste domingo (23/nov), não só coroou uma campanha sólida – com avanços em semifinais anteriores contra rivais como as americanas April Ross e Alix Klineman –, mas também viralizou globalmente por causa da ousadia de Solberg.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    A cena, capturada em transmissão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e replicada em redes sociais, mostra Solberg, com sua icônica tatuagem da bandeira do Brasil no ombro, erguendo o microfone e declarando o lema com convicção, enquanto a torcida local e remota explode em aplausos.

    “É bronze! Uma conquista que representa anos de suor e superação”, comemorou a CBV em post oficial, mas o foco rapidamente desviou para o grito, que acumulou milhares de visualizações em horas. P

    erfis como QG do Vôlei e Kriska Pimentinha compartilharam o clipe com elogios efusivos: “Atleta bem posicionada? Temos!”, ironizou um, destacando o empoderamento da jogadora de 33 anos, mãe de dois filhos e fundadora do Instituto Levante, ong dedicada à equidade no esporte.

    A repercussão imediata dividiu o público. Enquanto apoiadores celebram o ato como “diva magnífica” e símbolo de resistência – ecoando o contexto de investigações judiciais contra Bolsonaro por crimes como tentativa de golpe –, críticos a tacharam de “retardada”, argumentando que o esporte deve se manter “apolítico”.

    A CBV, que em 2022 adotou políticas contra assédio e pela equidade de gênero, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas o histórico da entidade sugere cautela: em 2020, repudiou manifestação similar de Solberg como algo que “mancha o torneio”.

    Esse não é o primeiro round de Solberg contra o conservadorismo político no vôlei. Há cinco anos, após outro bronze no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, em Itapema (SC), ela bradou “Fora, Bolsonaro!” em entrevista pós-jogo, o que rendeu denúncia ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por infração aos artigos 191 e 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – punições que poderiam chegar a R$ 100 mil em multas.

    Julgada em primeira instância, foi advertida com R$ 1 mil convertidos em doação, recorreu e, em 2023, foi absolvida por unanimidade, com o tribunal reconhecendo o “caráter atípico” do ato como liberdade de expressão.

    “Nada foi premeditado. Foi um surto de honestidade”, desabafou ela à CNN Brasil na época, revelando medo por ameaças à família e perda de patrocínios – boato desmentido pelo Lupa como falso.

    O episódio de 2020 insere-se em um padrão mais amplo de tensões políticas no vôlei brasileiro, esporte que, apesar de potência global com 20 ouros olímpicos, carrega cicatrizes ideológicas.

    A seleção masculina, por exemplo, ganhou fama de “bolsonarista” após jogadores como Maurício Souza e Wallace de Souza postarem conteúdos homofóbicos e pró-Bolsonaro em 2018 e 2021, levando a demissões e boicotes de patrocinadores como a Unilever.

    No feminino, casos como o de Tandara Caixeta, suspensa por doping em Tóquio 2020 mas também criticada por afinidades políticas, e Natália Pereira, que se posicionou contra extremismos em 2022, ilustram a polarização.

    “O vôlei virou palco de brigas políticas nos últimos meses”, analisou o UOL em reportagem de 2022, destacando como o “muro do silêncio” no esporte começa a ruir com ativistas como Fabi Alvim, que em lives defendeu causas sociais.

    Para Solberg, o grito em Adelaide reforça sua trajetória de romper barreiras: de debutante em 2016 a olímpica em Tóquio 2020 e Paris 2024, passando por parcerias com lendas como Ágatha Bednarczuk.

    Fundadora de iniciativas contra desigualdades, ela já comparou sua polêmica de 2020 ao apoio velado de homens do vôlei a Bolsonaro em 2018, como relatado na ESPN.

    “Isso de que não pode misturar esporte e política não dá mais”, disparou em 2020, ecoando o que atletas como os 12 que criticaram Bolsonaro nas Olimpíadas de Tóquio representaram para a CUT em 2021.

    Com o vôlei de praia em ascensão rumo a Los Angeles 2028, atos como o de Solberg questionam se o esporte pode ser neutro em tempos de polarização, mas o clipe segue rodando pelas timelines.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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