Cármen intima Mendonça e ordena entrega de cópia de dossiê a cada ministro do STF

18/08/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Magistrada se reunirá com alvos da lista, entre eles os representantes do grupo policiais antifascistas, ainda nesta terça (18)

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia ordenou, na tarde desta terça-feira (18), ao Ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, a entrega de uma cópia do dossiê a cada um dos ministros da Corte. A magistrada também se reunirá, ainda antes do encerramento deste dia, com alvos da lista composta pelo Seopi, órgão ligado à pasta, entre eles os representantes do grupo policiais antifascistas, além de professores.

O sigilo dos nomes constantes no documento elaborado também foi determinado pela ministra, que escreveu conforme a seguir:

Cármen Lúcia

“Intime-se, com máxima urgência e prioridade, o Ministro da Justiça e Segurança Pública para, imediatamente e ainda na presente Supremo Tribunal Federal fornecer cópia integral de todo o material que me veio pelo protocolo, incluída a mídia, a cada qual dos Ministros deste Supremo Tribunal Federal, assegurado o sigilo necessário”

Nesta quarta-feira (19) será julgada, no STF, uma ação da Rede solicitando a proibição de relatórios desta natureza e que André Mendonça esclareça o conteúdo do dossiê, ou de outros que porventura tenha feito, além da abertura de inquérito por parte da Polícia Federal para a observação de possíveis crimes que tenha sido cometidos neste caso.

A ministra Cármen Lúcia também se reunirá, ainda nesta terça-feira (18), com alguns nomes que compõem o dossiê que Mendonça produziu com o objetivo de monitoramento dos opositores ao presidente Jair Bolsonaro. O encontro contará com a participação de representantes de Direitos Humanos e policiais antifascistas, além do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A existência do dossiê veio a público através de matéria no site UOL, em julho. No relatório, o Seopi reuniu as identidades e informações de 579 servidores federais e estaduais da segurança pública, entre eles policiais, além de professores contrários ao presidente Bolsonaro que participam de movimentos antifascismo e, em alguns casos, contém as fotografias e os endereços de redes sociais destas pessoas monitoradas.

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