O vereador, que não tem foro privilegiado, vive “instabilidade emocional” devido a fase de conclusão das investigações sobre práticas de rachadinha
O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), o único dos filhos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que não tem foro privilegiado devido ao seu baixo cargo, vive um período de “instabilidade emocional” pelo medo de ser condenado e preso pelas práticas de rachadinha, diz a colunista do UOL, Thaís Oyama.
Segundo o texto, último laudo pericial que contém o caminho do dinheiro usado para pagar os funcionários fantasmas foram entregues, na semana passada, pelos peritos do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
A matéria explica que o “laudo é crucial para que o Ministério Público decida oferecer, ou não, denúncia contra Carlos Bolsonaro“, o que “pode transformar o filho do ex-presidente em réu na Justiça“.
Ainda na publicação, o site lembra que em uma postagem, o filho ‘Zero Dois‘ de Bolsonaro diz que não cuidará mais das redes do pai, ele diz que está sendo tratado como “rato“.
O resultado da análise complementar do Laboratório de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do MP-RJ mostrará os rumos da investigação sobre o esquema no qual o vereador é suspeito de desviar e se apropriar de verbas públicas que deveriam ser usadas para remunerar funcionários de seu gabinete na Câmara Municipal do Rio.
O “caminho do dinheiro” a que Oyama se referiu se trata da movimentação financeira das contas bancárias investigadas, para saber se Carlos Bolsonaro recebeu mesmo parte dos salários de funcionários.
Carlos Bolsonaro é vereador desde 2001 e é investigado sobre o mesmo tipo de esquema de corrupção pelo qual também é investigado seu irmão mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
