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Carlos Bolsonaro já culpa o STF por “morte previsível” de seu pai na prisão

    Vereador usa narrativa hiperbólica de abusos judiciais, compara caso do condenado ao de Clezão e alerta para tragédia iminente após negação de domiciliar

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    Jair BolsonarO
    Jair Bolsonaro durante internação antes da prisão / Imagem reprodução / redes sociais | Carlos Bolsonaro / Imagem reprodução / X / @jairbolsonaro |17.4.2025| MONTEGEM


    Brasília (DF) · 01 de janeiro de 2026

    Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, publicou, na noite desta quinta-feira (01/jan), dia de Ano Novo, um textão no X (antigo Twitter), cuja narrativa visa claramente impactar a opinião da base bolsonarista quanto à prisão de seu pai, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

    O filho Zero Dois do presidiário acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ainda que não tenha sido nominalmente citado, de abuso de poder que expõe o condenado a riscos letais.

    A postagem compara a situação ao falecimento de Cleriston Pereira da Cunha, apelidado Clezão, réu nos atos de 08/jan de 2023, sugerindo que decisões judiciais arbitrárias poderiam resultar em tragédia similar.

    Embora o alerta destaque preocupações reais sobre saúde e garantias constitucionais, exageros retóricos e omissões factuais amplificam o tom alarmista.

    No conteúdo, Carlos Bolsonaro descreve as ações judiciais como “exercício reiterado de abuso de poder”, violando direitos e expondo Bolsonaro a “riscos reais, físicos e humanos”.

    Ele afirma que a morte de Clezão não foi acidental, mas “consequência direta de um sistema que normalizou a arbitrariedade”, alertando para um colapso institucional iminente.

    A tensão institucional não está ‘alta’; ela está à beira do colapso”, escreveu, cobrando interrupção imediata daquilo que classifica como perseguição política.

     

    Clezão morreu em 20/nov de 2023 por mal súbito na Papuda, em Brasília, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou causas naturais como embolia pulmonar.

    Alegações de negligência persistem, com a família questionando condições prisionais e a Organização dos Estados Americanos (OEA) demandando investigações, mas não há prova de causalidade direta com decisões judiciais.

    O caso de Clezão é um dos poucos óbitos entre réus do 08/jan, usado por bolsonaristas como símbolo de injustiça, embora causas variem de saúde a acidentes sem vínculo comprovado a arbítrio.

    A postagem de Carlos Bolsonaro gerou reações imediatas na plataforma social. Aliados como o deputado Mario Frias ecoaram o apoio, afirmando que o abuso é “inegável” e desejando proteção divina a Bolsonaro. Adolfo Sachsida, ex-ministro, aplaudiu o texto.

    Críticos, porém, veem vitimização: a usuária Biazita Gomes sugeriu torcida pelo pior para fins eleitorais, enquanto White Bloc Brasil ironizou com frases de Bolsonaro sobre mortes durante a pandemia. Outras respostas, como de Gil Macedo, acusam hipocrisia, recordando supostos abusos no governo anterior.

    Os exageros no discurso de Carlos Bolsonaro

    A comparação direta com Clezão ignora diferenças: Bolsonaro enfrenta restrições como inelegibilidade até 2030, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 30/jun de 2023, e retenção de passaporte, mas laudos médicos confirmam que instalações da Polícia Federal (PF) podem prover cuidados para sua hérnia e riscos cardiovasculares.

    Frases como “já vimos o desfecho concreto” atribuem causalidade não comprovada à morte de Clezão, omitindo o consenso médico sobre causas naturais, apesar de inquéritos em andamento.

    A retórica de “escalada autoritária” e colapso amplifica tensões sem evidências de instabilidade nacional generalizada, como protestos ou crises econômicas.

    Quem é Carlos Bolsonaro

    Carlos Bolsonaro está relacionado a investigações passadas sobre desinformação. Relatório da Polícia Federal (PF), tornado público pelo STF em 18/jun de 2025, indiciou-o por atuação em redes de fake news. A difusão ocorria via marcações em conversas, integrando inquéritos sobre milícias digitais.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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    1 comentário em “Carlos Bolsonaro já culpa o STF por “morte previsível” de seu pai na prisão”

    1. LILIANE GORETE OLIVEIRA DOS SANTOS

      Falácias. Não venha com esse argumento furado, seu Carlos. O ministro não presta pra ti porque está se fazendo valer a lei que pune seu pai, que ainda está sendo punido pouco pelo grau de crimes que cometeu. O ministro Alexandre está de parabéns por não se curvar ou se intimidar, porque até autoridade de outro país vocês usaram para intimidá-lo, mas ele preferiu ficar firme no que é de fato justo. Nem foi culpado das mortes das centenas de vidas brasileiras, por omissão de socorro e negligência… e o deboche? Esse até hoje está pagando é pouco, mas Deus é justo. Vai pagar sim.

    Os comentários estão fechados.

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