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Carlos posta Bolsonaro dormindo soluçando sob tablet e headset, ‘ouve’ o que quer e o que não quer: “Que vidão; colônia de férias”

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    O ex-presidente
    O ex-presidente Jair Bolsonaro dormindo na cela da PF, em Brasília / Imagem reprodução: Carlos Bolsonaro/X

    Uns se comovem, outros dão conselhos e há, claro, quem não dê a mínima:
    “Cadê os dentes dele?”;
    “acesso a internet… não conseguem seguir ordem judicial”;
    “se tá debilitado, como querem ele candidato?”;
    “mais um capítulo de comoção política”;
    “precisa dos cuidados que faltou ao Brasil na pandemia, quando o foco era rachadinha e cloroquina”

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    Brasília, 12 de dezembro 2025

     

    O vereador Carlos Bolsonaro postou um vídeo de seu pai dormindo sob um tablet e usando fones tipo headset, em seu quarto/prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Nas imagens, o presidiário aparece soluçando enquanto sua imensa barriga se move notadamente.

     

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu:

     

    “Eu não pretendia tornar público um vídeo que expõe meu pai em mais uma situação terrível como os reflexos da facada que levou de antigo integrante do PSOL – o fato exposto registrado antes da sua prisão arbitrária se faz necessário e me dilacera de forma que não sei explicar – porque é doloroso demais encarar aquilo que meus próprios olhos veem diariamente, quando estou com ele. Mas a realidade é impossível de ignorar.

     

    Ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia, e sua condição só piora. Existem episódios muito mais graves do que os que aparecem nesse vídeo, e eles representam risco real e imediato à sua vida.

     

    Se ele broncoaspirar por causa do refluxo constante, ele pode vai morrer com a crescente pressão sofrida paulatinamente nos últimos tempos. Sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado, estamos diante de uma tragédia anunciada”.

     

    Um usuário da plataforma de microblog X, com visão mais polarizada, escreveu: “debocha dos doentes agora, FDP”, referindo-se ao famigerado episódio em que Bolsonaro imitou doentes com falta de ar:

    Picha em muro com a mensagem: 'Debocha dos doentes AGORA Filho da Puta'.

    Uma dona de conta questionou pelos dentes de Bolsonaro, não visíveis nas imagens postadas por Carlos.

    Outro perfil classificou que Bolsonaro está levando um “vidão”, com “ar condicionado, ouvindo musiquinha, tirando um cochilinho… sem cobra, sem pau de arara, sem banho frio”, em alusão à tortura imposta aos presos políticos durante a ditadura, defendida notadamente por Bolsonaro durante toda a sua vida pública:

    Homem em uma cena de vídeo, com expressão surpresa, fala sobre a favorabilidade à tortura, enquanto a legenda exibe a frase: 'EU SOU FAVORÁVEL À TORTURA, TU SABE DISSO'.

    Em parte, Carlos Bolsonaro conseguiu alcançar o resultado de sua intenção: apoiadores do ex-presidente postaram mensagens de indignação com a alegada “injustiça” com seu “mito”, mas, como sempre, as lembranças dos horrores da gestão Bolsonaro coube aos perfis idealizados com as pautas sociais.

    @BrunoJimmyz questionou Carlos sobre a data do vídeo, dizendo que “tem que ver isso, por que a determinação era que ele não poderia usar eletrônicos com acesso a internet”.

    O perfil afirmou que se os membros da família Bolsonaro “não conseguem seguir uma ordem judicial, imagina se seguem as ordens médicas”.

    Ministro do STF, Dias Toffoli, em evento, com Gabriela Hardt e Sergio Moro ao fundo. Foto de Andressa Anholete, STF.

    @GodOfDines expressou “dúvida sincera” quanto ao fato de Bolsonaro estar “tão debilitado e precisa de cuidado 24 horas”.

    Neste sentido, questionou corretamente: “…como vocês querem que ele seja solto e candidato à Presidência ano que vem?”

    Mas o que é mais manjado do que nunca foi novamente detectado pelos radares dos perfis progressistas sobre o “show circense de autocomiseração do clã Bolsonaro”, conforme disse @mundonoticiasss:

    “Que drama! Carlos Bolsonaro aparece com o choro engasgado falando em “tragédia anunciada” por causa do refluxo do pai, coitadinho. Ele precisa de cuidados 24h? Tipo o cuidado que faltou para o Brasil durante a pandemia, quando o foco era rachadinha e cloroquina?”, escreveu.

    “Essa vitimização por causa de uma “facada” de ex-PSOL (que tem a ver com o refluxo, claro!) é a cortina de fumaça mais gasta que existe. O perigo real não é ele broncoaspirar, é o país broncoaspirar mais quatro anos desse show circense de autocomiseração”, prosseguiu, concluindo que:

    “Estão preocupados com a saúde dele ou com a mesada familiar? Me poupem! Qual será a próxima doença que vão inventar para fugir da cadeia?”

    Mais digno de ser reproduzida devido à coerência carregada de imparcialidade, apesar do viés esquerdista, foi a resposta de @Leandroalsarti ao afirmar que “o lamento do Carlos Bolsonaro tenta transformar uma situação grave e complexa em mais um capítulo de comoção política”.

    Segundo o dono da conta, “é evidente que qualquer pessoa que enfrenta problemas sérios de saúde merece cuidados, respeito e dignidade — isso vale para o ex-presidente e para qualquer cidadão brasileiro. Mas outra coisa completamente diferente é utilizar um quadro clínico para criar uma narrativa de perseguição, esconder responsabilidades e tentar blindar alguém de responder perante a Justiça”.

    “É triste ver um filho expondo a fragilidade do próprio pai, ainda mais de forma tão calculada e pública, transformando dor pessoal em ferramenta política”, lamentou. “Mas também é impossível ignorar que, durante anos, o mesmo grupo que agora clama por cuidados especiais 24 horas por dia zombava de vítimas, desprezava a ciência, debochava de tratamentos médicos e ridicularizava qualquer demonstração de vulnerabilidade humana”, lembrou.

    Em sua visão democrática, o perfil lembra que, para a Justiça, “ninguém está acima da lei, independentemente de saúde, história ou cargo que ocupou”.

    “A Justiça brasileira lida diariamente com réus em situações de saúde delicadas, alguns muito mais graves do que a descrita — e todos cumprem decisões judiciais, recebendo, quando necessário, acompanhamento médico adequado, sem transformar isso em espetáculo”, observou o perfil.

    E reagiu aos termos usados por Carlos Bolsonaro, muito mal colocado, por sinal, sobre “tragédia aninciada”:

    “Tragédia anunciada é usar a própria condição física como escudo político. Tragédia anunciada é insistir numa narrativa de herói perseguido para fugir das consequências de atos reais. Tragédia anunciada é tentar manipular a opinião pública com vídeos que deveriam permanecer no íntimo da família, não no palanque”.

    Conclusivamente, Leandro enfatiza: “Se Bolsonaro precisa de cuidados especiais, que os receba — como qualquer pessoa tem direito. O que não dá é transformar isso em chantagem emocional coletiva, nem em salvo-conduto para escapar da responsabilidade que todos devemos à democracia e à lei”.

    Em meio às luzes do povo da web, o bolsonarismo vai escoando aos poucos.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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