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Carlos culpa Cid pela condenação do pai, mas aliados do militar dizem que Bolsonaro pôs todos na “confusão”

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    O ex-ajudante
    O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro / Imagens reprodução redes sociais


    Parabéns pelo que fez na história brasileira“, postou o vereador em alusão direta à delação premiada do ex-ajudante de ordens



    Brasília, 12 de setembro de 2025

    O vereador Carlos Bolsonaro, conhecido como “Carluxo”, quebrou o silêncio sobre a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao direcionar duras críticas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do mandatário.

    Em postagem irônica na rede social X, fixada em destaque em seu perfil, ele escreveu: “Parabéns pelo que fez na história brasileira, Mauro Cid!”

    A mensagem, publicada na manhã desta sexta-feira (12/set), faz alusão direta à delação premiada de Cid, considerada peça-chave nas provas que embasaram a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A sentença, proferida na noite anterior pela maioria dos ministros — em placar de 4 a 1 —, impôs a Jair Bolsonaro uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

    Os réus foram apontados como o “núcleo crucial” da conspiração que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

    Mauro Cid, condenado a apenas 2 anos em regime aberto graças ao acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR), relutou inicialmente em delatar, segundo aliados ouvidos pelo blog de Andréia Sadi no g1.

    Esses defensores do militar rebateram as acusações de Carlos Bolsonaro, afirmando que “quem colocou todo mundo nessa confusão foi Bolsonaro”.

    Eles ressaltaram a admiração persistente de Cid pelo ex-presidente e destacaram que o ministro Luiz Fux, em voto divergente pela absolvição parcial de Bolsonaro, utilizou elementos da delação para isentar o réu em alguns pontos da acusação.

    A defesa de Jair Bolsonaro classificou a pena como “absurdamente excessiva e desproporcional”, anunciando recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional, e pleiteando regime de prisão domiciliar devido à idade avançada do condenado, que ultrapassa 70 anos — fator considerado atenuante pelo relator Alexandre de Moraes.

    Os advogados de Cid, por sua vez, planejam requerer a remoção imediata da tornozeleira eletrônica, a devolução de bens apreendidos, incluindo o passaporte, e aguardam aval do Exército Brasileiro para sua passagem à reserva.

    Ainda não há definição sobre possível ida do tenente-coronel aos Estados Unidos, onde acompanhou Bolsonaro em estadias prolongadas pós-mandato.

    Outros aliados do ex-presidente também receberam penas severas: o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e Defesa, pegou 26 anos e 6 meses; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), 16 anos, com perda de mandato como deputado federal; e figuras como Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, foram sentenciados por todos os crimes imputados.

    Todos os réus, exceto Cid, terão de pagar multa solidária de R$ 30 milhões, além de valores individuais.

    A repercussão internacional da decisão ganhou destaque na imprensa global, com veículos como a BBC descrevendo-a como “condenação histórica” e a revista The Economist ecoando o termo em análise sobre o fortalecimento das instituições brasileiras.

    O foco recaiu no voto de Cristiano Zanin, que consolidou a maioria e validou integralmente a delação de Cid, rejeitando contestações de nulidade por suposta suspeição de Moraes.

    Esta é a primeira vez na história do país que generais de alta patente, como Braga Netto e Heleno, são punidos por golpe de Estado.

    O episódio da venda ilegal de joias — negociada por Cid durante exílio nos EUA — foi lembrado como elo adicional na trama.

    Há um tom de desespero familiar no clã Bolsonaro, com análises apontando a fissura no círculo bolsonarista.

    O voto minoritário de Fux, que absolveu Bolsonaro de quatro crimes, mas condenou Cid e Braga Netto pelo principal delito, foi destaque nas mídias nacionais.



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