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Justiça italiana mantém prisão de Zambelli e decide extradição

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    A deputada
    A deputada federal foragida da Justiça do Brasil, Carla Zambelli / Imagem reprodução | As grades do cárcere da prisão de Rebibbia, nos arredores de Roma, na Itália / reprodução | Montagem


    Condenada a 10 anos de prisão enfrenta na Itália processo que pode trazê-la de volta para cumprir pena no Brasil



    Brasília, 01 de agosto de 2025

    Carla Zambelli (PL-SP) foi presa em Roma no dia 29 de julho após meses foragida da Justiça brasileira.

    A Justiça da Itália manteve nesta sexta-feira (1/ago) a prisão da deputada licenciada, que está no presídio superlotado de Rebibbia, nos arredores da capital.

    Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, ela fugiu do Brasil em maio, passando pelos Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália, onde possui cidadania.

    A prisão foi possível graças à denúncia do deputado italiano Angelo Bonelli, que informou o endereço da parlamentar à Polícia Nacional italiana.

    De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, a deputada estava no apartamento pintando e lavando o cabelo quando a polícia italiana chegou para efetuar a prisão, conforme Andréia Sadi, no g1. Em seguida, ela pegou seus remédios e foi levada para a delegacia.

    A captura de Zambelli ocorreu em um apartamento no bairro Aurelio, e agora a Justiça italiana tem até 48 horas para decidir se mantém a prisão, concede prisão domiciliar ou a libera enquanto analisa o pedido de extradição feito pelo Ministério da Justiça brasileiro.

    O processo de extradição, que já foi solicitado, depende do tratado entre Brasil e Itália, em vigor desde 1993, mas pode levar de seis meses a um ano e meio, segundo especialistas.

    Enquanto o governo italiano, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, avalia o pedido, a deputada segue mobilizando apoiadores por redes alternativas, como um perfil no Instagram com 4.600 seguidores, onde critica o STF e o governo brasileiro.

    Zambelli insiste em ser julgada na Itália, alegando que sua condenação no Brasil se baseia no depoimento “mentiroso” do hacker Walter Delgatti, também preso.

    No Brasil, a situação de Zambelli é agravada por outras investigações. Ela é alvo de inquéritos sigilosos no STF por disseminação de fake news e suposta participação em articulações golpistas após as eleições de 2022.

    Além disso, enfrenta um processo por porte ilegal de arma, ocorrido em São Paulo em 2022, com julgamento suspenso no STF.

    Sua condenação pelo caso do CNJ já resultou na perda de mandato, que ainda precisa ser confirmada pela Câmara dos Deputados, e inelegibilidade por oito anos.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já formalizou o pedido de extradição, intensificando a pressão para que Zambelli retorne ao país.

    O desfecho do caso Zambelli na Itália pode marcar um precedente para outros foragidos brasileiros com dupla cidadania.

    A cooperação entre Polícia Federal e autoridades italianas foi crucial para a prisão, e agora o mundo acompanha o próximo capítulo dessa saga judicial que mistura política, tecnologia e relações internacionais.

    As autoridades italianas realizaram uma primeira análise do caso, numa espécie de audiênciade custódia. O Brasil pede a extradição da parlamentar.

    Pela lei italiana, o processo de extradição envolve dois tribunais, a Corte de Apelação e a Corte de Cassação.

    Se esses tribunais decidirem pela extradição, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, em uma análise eminentemente política.

    No Brasil, além de ter condenado Zambelli, o STF determinou a perda do mandato de deputada.

    A Câmara pode declarar a perda do mandato a partir da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ser realizada a partir de agosto.



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    1 comentário em “Justiça italiana mantém prisão de Zambelli e decide extradição”

    1. MARIA TERESA CUNHA CLEMENTONI NOGUEIRA

      Se essa deputada não perder o mandato, abre caminho para outros deputados usarem e abusarem do mandato parlamentar. Absurdo.

    Os comentários estão fechados.

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