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Deputada condenada saiu do País após críticas ao Supremo – Saiba os detalhes de sua saída
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São Paulo, 03 de junho de 2025
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou que deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.
A decisão, tomada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, também determinou a perda imediata de seu mandato e inelegibilidade por 8 anos.
Zambelli criticou duramente o STF, afirmando ser vítima de “perseguição política”. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela declarou: “Me ceifaram, mas minha voz ecoará ainda mais forte”.
A parlamentar nega as acusações de ser a autora intelectual da invasão, que incluiu a inserção de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o advogado Daniel Bialski, Zambelli saiu do país para “proteger sua integridade” enquanto tenta reverter a condenação.
A defesa apresentou embargos de declaração, alegando “cerceamento de defesa” e falta de acesso a provas, como 700 GB de dados armazenados na plataforma mega.io.
O recurso busca anular a pena e garantir um novo julgamento.
Zambelli concedeu uma entrevista à TV Florida USA em que afirmou que o afastamento, que “já faz alguns dias” se deve a “um tratamento médico que eu já fazia aqui“.
“Agora eu vou pedir, inclusive, para que eu possa me afastar do cargo. Tem essa possibilidade na Constituição. Acho que as pessoas conhecem um pouco mais isso hoje em dia, porque foi o que o Eduardo [Bolsonaro] fez também“, disse.
“Então eu passo a não receber mais salário e o gabinete vai ser ocupado pelo meu suplente. O suplente assume e eu fico fora do país durante esse período. Vou me basear na Europa, e tenho cidadania europeia, então estou muito tranquila com relação a isso“, afirmou.
Zambelli diz que “não é um abandono do país, não é desistir da minha luta; muito pelo contrário, é resistir. É poder continuar falando o que eu quero falar e voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs“.
A saída de Zambelli gerou reações polarizadas. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, defendeu a deputada, prometendo mobilização na Câmara dos Deputados para evitar a cassação de seu mandato.
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O colunista do UOL, Josias de Souza, afirmou que o STF “supriu a deficiência da Câmara” ao decretar o fim da carreira política de Zambelli.
Além da condenação por invasão ao CNJ, Zambelli enfrenta outro processo no STF por porte ilegal de arma, relacionado a um episódio em 2022, quando perseguiu um homem armado em São Paulo.
A Primeira Turma já formou maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão nesse caso.
A deputada transferiu seus perfis nas redes sociais para sua mãe e lançou familiares como pré-candidatos, sinalizando uma possível continuidade de sua influência política.
Enquanto isso, Zambelli arrecadou R$ 166 mil em doações via Pix para pagar multas de R$ 2 milhões impostas pelo STF, mas o valor é insuficiente.
A tensão entre o STF e a Câmara deve aumentar, já que a perda do mandato depende de votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Especialistas apontam que a Constituição permite ao Legislativo suspender a execução da pena, o que pode prolongar o embate.












