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Capelli demite mais 58 do GSI e após ler a Folha critica uso das redes sociais para informes de inteligência

    O secretário-executivo do Ministério da Justiça e ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli | Carl de Souza/AFP

    Crise foi gerada a partir de divulgação de imagens editadas pela ‘CNN Brasil‘, para dar impressão de que GDias foi conivente com os manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas durante quebra-quebra no Palácio do Planalto, em 8 de janeiro

    O governo federal anunciou nesta quinta-feira (27/4) a demissão de mais 58 servidores do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), após a crise gerada pela divulgação de imagens editadas pela ‘CNN Brasil‘, que teve como objetivo dar entendimento de que o ex-ministro da pasta, o general Gonçalves Dias, poderia ter sido conivente com os manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas que participaram de quebra-quebra dentro do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro.

    Ao todo, 87 servidores já foram exonerados a pedido do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Em depoimento à Polícia Federal, GDias afirmou que tentava tirar os golpistas do terceiro e do quarto andar da sede do governo para que fossem presos e a emissora colou imagens dele às de outro militar que foi flagrado distribuindo água aos golpistas, não tendo relação com esse momento específico das gravações e, ainda, defendendo punição a ele.

    O jornal ‘Folha de S. Paulo‘ publicou, nesta sexta-feira (28/4), a informação de que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teria enviado alertas sobre a possibilidade de ações violentas e invasão a prédios públicos ao ex-ministro, que “recebeu em seu celular ao menos três desses alertas desde o dia 6 de janeiro“, bem como ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), sob o comando de Flávio Dino, em comunicação que teria sido iniciada dois dias antes dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

    Depois da matéria no ar, o ministro interino do GSI, Ricardo Capelli, criticou, no ‘Twitter‘, a utilização das redes sociais e de aplicativos de mensagens como forma de dar encaminhamento aos informes de inteligência do governo. Capelli também é o secretário-executivo do MJSP e ex-interventor na segurança do Distrito Federal. Ele foi escolhido pelo presidente Lula para o novo posto, na semana passada, após o pedido de demissão do general de GDias.

    “As principais potências mundiais criaram agências para cuidar de uma questão estratégica: segurança cibernética. Já invadiram o e-mail da então presidenta Dilma e devassaram os dados da Petrobras, principal empresa nacional. Esta é uma questão estratégica.

    Não é adequado que informes de inteligência confidenciais de um país sejam repassados através de um aplicativo de mensagem de uma empresa privada de uma nação estrangeira. Não se trata de xenofobismo nem conspiracionismo. Estamos tratando de SOBERANIA NACIONAL.

    Não há uma Central de Inteligência no Brasil responsável pela coordenação de todas as inteligências existentes nos diferentes órgãos. Quem é a Autoridade Máxima? Não há unidade de comando. Quando há falha, uma corporação empurra para a outra. Esta é a questão importante“.

    文

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