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“Candidato a vassalo”, diz Haddad sobre Tarcísio: “Não há espaço no Brasil para vassalagem desde 1822” (vídeo)

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    O ministro
    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista ao portal Barão de Itararé |10.7.2025| Imagem reprodução | O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) usa um boné MAGA (Make America Great Again) em homenagem à posse de Donald Trump nos EUA |20.1.2025| Imagem reprodução/@tarcisiogdf/X


    Tarcísio errou muito” e “extrema direita vai ter que reconhecer que deu um tiro no pé“, diz ministro da Fazenda, acreditando que “o tiro vai sair pela culatra



    Brasília, 10 de julho de 2025

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (10/jul) que o governador de São Paulo “ou é candidato a presidente ou a vassalo“. Ele fez duras críticas a Tarcísio de Freitas e à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

    Durante entrevista ao programa Barão Entrevista, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Haddad classificou a tarifa como uma medida “eminentemente política” e “insustentável”, sem qualquer racionalidade econômica, destacando que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial de mais de US$ 400 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.

    Ele atribuiu a decisão a uma articulação da família Bolsonaro, especialmente de Eduardo Bolsonaro, que teria influenciado Trump para pressionar o Brasil em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

    O comentário ocorre após o bolsonarista tentar atribuir ao governo Lula a culpa por possíveis impactos econômicos de tarifas anunciadas por Donald Trump, que taxou importações de produtos do Brasil em 50%, ao defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Após o posicionamento do governador, ele foi ironizado nas redes sociais, com críticas apontando contradições e lembrando que Trump e Bolsonaro mantinham boa relação.

    As tarifas podem afetar o Brasil, especialmente em setores como o agronegócio. Tarcísio buscou politizar a questão para atacar Lula e proteger Bolsonaro.

    Ainda segundo Haddad, Eduardo Bolsonaro sugeriu publicamente que a situação poderia piorar caso não houvesse “perdão” para Jair Bolsonaro, interpretando isso como uma chantagem política contra a soberania brasileira.

    O ministro afirmou que a diplomacia brasileira, reconhecida mundialmente, buscará reverter a medida por meio de negociações, enfatizando que o Brasil não cederá a pressões externas.

    Ele criticou Tarcísio de Freitas por adotar uma postura que, segundo Haddad, seria de subserviência aos interesses dos EUA.

    As tarifas, anunciadas por Trump em 9 de julho de 2025 e previstas para entrar em vigor em 1º de agosto, afetam setores estratégicos brasileiros, como agronegócio (café, carne, suco de laranja), indústria (aço, aviação, especialmente a Embraer) e tecnologia.

    Trump justificou a medida como uma resposta à suposta “perseguição” a Bolsonaro e à postura do Brasil no bloco BRICS, que ele alega promover políticas antiamericanas.

    A decisão gerou reações negativas no Brasil, com o presidente Lula convocando uma reunião de emergência e afirmando que o país não aceitará ingerências estrangeiras, reforçando a soberania nacional e a independência das instituições judiciais.

    São Paulo, estado de Tarcísio, será um dos mais afetados pelas tarifas, especialmente na indústria e no agronegócio.

    Parlamentares e líderes políticos, como Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, acusaram bolsonaristas de “traição” à nação por endossarem a medida de Trump, enquanto analistas apontaram que as tarifas podem, paradoxalmente, fortalecer o nacionalismo e o apoio ao governo Lula.

    Haddad destacou a força econômica do Brasil, com reservas cambiais robustas, superávit comercial e uma supersafra agrícola, posicionando o país como mais preparado que outros da América Latina para enfrentar o impacto das tarifas.

    Ele defendeu a prudência diplomática e a continuidade de parcerias multilaterais com países como China, União Europeia e Emirados Árabes, rejeitando a ideia de o Brasil se alinhar exclusivamente a um bloco econômico.

    O governo brasileiro avalia retaliações com base na Lei da Reciprocidade Econômica, enquanto o Itamaraty conduz negociações para mitigar os efeitos da medida.



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