“Campanha cínica. Ao fim, não ficará pedra sobre pedra”: Moro é detonado por Eduardo Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão em que depôs ao então juiz federal da Lava Jato de Curitiba, Sérgio Moro (na foto durante sessão no Congresso) | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Ex-presidente da Câmara lembra quando o ex-juiz afirmou que “jamais entraria para a política” justificando que “isso poderia colocar em dúvida a integridade do trabalho” que ele fez na Lava Jato, que Cunha chama de “organização política

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou, em artigo publicado no portal de notícias políticas Poder 360, que o ex-juiz federal Sérgio Moro fará uma “campanha cínica” para a presidência da República, no próximo pleito de 2022.

Moro pode ser considerado o principal desafeto de Cunha, que recebe duras críticas do maior responsável pelo golpe de 2016, contra Dilma Rousseff, especialmente devido à decretação de sua prisão, que resultou em detenção em cárcere por quase três anos.

No texto publicado nesta segunda-feira (8/11), Cunha mostra-se incomodado com o fato do ex-juiz ter sido “capa do Estado de S. Paulo, época em que o magistrado era considerado ‘herói nacional’ por conta das ações persecutórias contra o Partido dos Trabalhadores.

Com amplo apoio da mídia, de setores políticos e da sociedade, o golpe seguiu seu curso. O jornal a que Cunha se referiu divulgou a “seguinte manchete atribuída como frase dele: “Jamais entraria para a política”“.

Depois, Cunha cita um artigo recente, deste mês, na Folha, em que autor lembra que Moro afirmara na época que isso poderia colocar em dúvida a integridade do trabalho que fiz até o presente momento”.

A partir desta introdução contrastante com a realidade de Moro hoje, Eduardo Cunha massacra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro:

O que mudou do Sergio Moro daquele momento para o de hoje? Simplesmente nada. Só caiu a sua máscara” escreve o ex-presidente da Câmara referindo-se à operação Lava Jato como uma organização política“.

Ele seria tão criminoso quanto as supostas organizações que acusava“, escreve.

As ações conduzidas pelo chefe dessa operação, o ex-juiz Sergio Moro, inclusive contra mim, estão caindo na Justiça. Seja pelo julgamento da sua incompetência, seja até pela sua suspeição. Ao fim não ficará pedra sobre pedra“.

Eduardo Cunha frisa que o objetivo de Moro “sempre foi a presidência” e prevê uma “campanha cínica” à frente.

Leia mais no Poder 360.

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