Lideranças optam pelo diálogo com o Planalto após publicação de regras mais rigorosas para o transporte rodoviário de cargas e alta nos combustíveis
Brasília (DF) · 20 de março de 2026
Lideranças dos caminhoneiros decidiram suspender a paralisação nacional que estava prevista para esta quinta-feira (19/mar) após o governo federal publicar a Medida Provisória nº 1.343/2026.
A assembleia realizada nesta tarde avaliou o cenário de alta do diesel e os avanços nas regras para o piso mínimo do frete.
Segundo a Folha de S.Paulo, a categoria optou por manter o diálogo e evitar prejuízos à economia.
A medida, assinada pelo presidente Lula, altera a Lei nº 13.703/2018 e torna obrigatório o registro de todas as operações pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
O sistema bloqueia automaticamente fretes abaixo do piso mínimo, ampliando a proteção aos trabalhadores autônomos. O Governo Federal detalha que contratantes irregulares enfrentam multas entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação.
Em casos de reincidência, há suspensão cautelar ou cancelamento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) por até dois anos. Transportadores autônomos ficam protegidos dessas sanções.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, havia anunciado o pacote na quarta-feira (18/mar), intensificando a fiscalização eletrônica pela ANTT e a divulgação de empresas autuadas.
A CNN Brasil confirma que a ação responde diretamente às queixas sobre o descumprimento do piso mínimo criado após a greve de 2018. João Paulo Eustasia, presidente da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), declarou em assembleia:
“A gente acredita que não é o momento de greve, não. A gente está negociando com o governo. A gente faz greve quando perde. Quando a gente está negociando, a gente senta, negocia e acha uma saída junto.”
A categoria permanece em estado de alerta, com nova avaliação marcada para 26 de março caso não haja avanços.
As lideranças serão recebidas na quarta-feira (25/mar), em Brasília, pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
O encontro, articulado para manter o canal aberto, deve discutir ajustes na tabela conforme o número de eixos dos caminhões e maior previsibilidade nos custos operacionais.
A Veja e a Exame destacam que a decisão reflete o compromisso com soluções negociadas, evitando o desabastecimento que marcou episódios anteriores.
O aumento do diesel, impulsionado por tensões internacionais, pesou nas contas da categoria, mas o reforço na fiscalização representa passo concreto rumo a condições mais justas no frete rodoviário.
A paralisação suspensa demonstra que o caminho do diálogo preserva tanto os direitos dos trabalhadores quanto a estabilidade econômica.
A implementação efetiva da medida provisória pode consolidar um modelo mais equilibrado, com fiscalização permanente e respeito ao piso mínimo.

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