O presidente da Fundação Palmares é alvo de um novo pedido judicial pedindo sua exoneração por fala afirmando que o congolês foi um “vagabundo” que morreu nas mãos de outros “vagabundos mais fortes”
O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, voltou a fazer comentários no Twitter, neste domingo (13/2), sobre o caso do espancamento e morte do congolês Moïse Kabagambe, mesmo sendo novamente alvo, por este motivo, de uma ação popular pedindo seu afastamento da direção da entidade que deveria proteger os negros.
“Nenhum negro é coitadinho. Nenhum negro é vítima”, afirmou. “No Brasil, a vida é dura para muita gente e isso nada tem a ver com a cor da pele”, prosseguiu.
“Militância vitimista não vai melhorar a situação de ninguém. Trabalho e esforço são o único caminho digno”, disse ignorando que o país vive uma das mais severas crises, com desemprego e fome, das últimas décadas por conta das políticas do governo do qual é defensor.
No sábado (12/2), Camargo virou alvo de um novo pedido judicial para que deixe o cargo, após tuitar: “Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por outros vagabundos mais fortes. A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava.
O tuíte foi ‘printado’ e, segundo um perfil que o respondeu Sergio Camargo no primeiro tuíte, a imagem foi compartilhada na plataforma 122 mil vezes, o que significa que, de acordo com a transcrição das palavras do usuário da mídia social, que o presidente da Fundação Palmares “tá PHODIDO”.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
O advogado Ronan Wielewski Botelho pediu à Justiça Federal no Distrito Federal que suspenda a nomeação do titular da instituição cultural, por meio de uma ação popular, com pedido de medida liminar inicialmente rejeitado. O advogado já pediu a reconsideradção.
“O objetivo da liminar é para que o réu seja afastado liminarmente do cargo que ocupa”, escreveu Botelho, acrescentando que um de seus objetivos é o de “evitar novos ataques pessoais e de ódio do réu para qualquer cidadão brasileiro”.
O pedido liminar foi feito na sexta-feira (11/2), à 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. No sábado (12), a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura negou a petição no regime de plantão, de acordo com informações de uma publicação na IstoÉ, que acrescentou que em fins de semana somente são apreciados os casos considerados como urgentes. Para ela, a ação deve ser analisada durante o expediente regular do Judiciário.
“Não há descrição ou prova na inicial de fato ou data que leve à conclusão de que decorreria perecimento de direito até a abertura do expediente de segunda-feira (14/02/2022)”, decidiu a magistrada.
