Parlamento acelera tramitação de proposta que visa coibir paralisações e confrontos físicos no plenário, após protestos da oposição
Brasília, 20 de agosto de 2025
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19/ago) por 266 votos a favor, 114 contra e uma abstenção, o regime de urgência para o Projeto de Resolução 63/25, que propõe suspender por até seis meses deputados que obstruírem sessões ou agredirem colegas.
Apresentado pela Mesa Diretora, o projeto responde a protestos da oposição contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), que incluíram a ocupação das mesas da Câmara e do Senado por mais de 30 horas em agosto.
A urgência permite votação direta no plenário, acelerando a tramitação.
A proposta autoriza o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a suspender imediatamente deputados, com confirmação posterior da Mesa Diretora.
“Os episódios de ocupação e confrontos físicos são incompatíveis com o Estado Democrático de Direito”, justificou a Mesa.
Parlamentares como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS) foram citados por obstruir sessões, enquanto Camila Jara (PT-MT) foi mencionada por suposto empurrão a Nikolas Ferreira (PL-MG).
Motta defendeu a medida como “pedagógica”, mas a oposição, incluindo Caroline de Toni (PL-SC), critica o projeto como risco à liberdade de expressão.
O mérito do projeto ainda não foi votado, mas está na pauta. O objetivo é restaurar a imagem da Câmara.








