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Calamidade Pública: RS precisa de espécie de ‘Plano Marshall’ para ser reconstruído, diz Eduardo Leite

    São 300 cidades e 422 mil pessoas afetadas no estado, mais de 32 mil pessoas desalojadas, 55 mortos, 67 desaparecidos, estradas, construções e redes de energia destruídas e 350 mil pessoas sem eletricidade

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    O Rio Grande do Sul, estado atingido pelas cheias, onde foi decretado ‘calamidade pública‘ precisa de uma espécie de “Plano Marshall” para ser reconstruído, disse, no começo da noite deste sábado (4/5), o governador Eduardo Leite (PSDB).

    O tipo de decreto é aplicado em situações excepcionais que ameacem a vida, a integridade física e o bem-estar da população, como ocorre no estado, permitindo a mobilização de recursos e a adoção de medidas emergenciais para lidar com a situação. O Plano Marshall foi o Programa de Recuperação Europeia, proposto pelos EUA em 1947, visando dar assistência financeira e material para ajudar na reconstrução da Europa devastada após a Segunda Guerra Mundial.

    O Rio Grande do Sul vai precisar de uma espécie de um Plano Marshall, aquele de reconstrução da Europa após a guerra, de um plano de excepcionalidade em processos, em recursos, em medidas absolutamente extraordinárias. Porque, como eu insisto, quem já foi vítima da tragédia, não pode ser vítima depois da desassistência e da demora e da burocracia”, afirmou o governador, conforme transcreveu o ‘Metrópoles‘.

    Segundo Eduardo Leite, os esforços se concentram em cidades como Eldorado do Sul e Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ameaçadas pelo avanço dos rios Jacuí e Guaíba. Neste sábado, o nível do Guaíba ultrapassou a marca dos 5 metros.

    SITUAÇÃO:

    Mais de 32 mil pessoas desalojadas
    55 mortos confirmados
    67 desaparecidos
    Estradas, construções e redes de energia destruídas
    Cerca de 350 mil pessoas sem energia elétrica.
    Temporais afetam 300 cidades, totalizando 422 mil pessoas afetadas.

    RESGATE

    Governo federal atuando com 29 helicópteros, quatro aeronaves, 866 viaturas e 182 embarcações, além de quase mil militares.
    Ministério do Desenvolvimento Social disponibilizou 92 mil cestas básicas, 52 mil em processo de entrega.

    DOAÇÕES

    O governo federal vai solicitar que os estados centralizem as doações para o Rio Grande do Sul em unidades do Corpo de Bombeiros, com foco em colchões e roupas de cama.
    As doações serão encaminhadas pelos bombeiros de cada estado para bases aéreas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
    A Sala de Situação, coordenada pelo ministro Rui Costa, definiu essas ações durante sua terceira reunião, destacando a necessidade urgente de colchões, roupas de cama e banho, conforme informado pelo Comandante Militar do Sul, General Hertz Pires do Nascimento.

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