Mario Abdo Benítez, o mandatário paraguaio, em entrevista na segunda-feira (10) em seu país, declarou que disse a seu ministro do Interior, Euclides Acevedo: “caia quem cair, temos que saber a verdade”, sobre investigação dos passaportes falsos de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis.

De fato, a prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão já está provocando uma grande devassa no governo do Paraguai. Militares, bancários e policiais estão sendo indiciados pelo Ministério Público e dois nomes fortes do Paraguai já caíram.
Alexis Penayo, diretor-geral de Imigração, renunciou ao cargo no dia seguinte em que o ex-jogador foi flagrado com os passaportes, e o escândalo de falsificação de documentos começou a implodir. Depois foi o ex-chanceler Rubén Melgarejo Lanzoni que se demitiu do cargo de assessor geopolítico e questões internacionais do Ministério do Interior quando foi revelado que a empresária Dalia López, foragida e apontada como peça-chave do escândalo, havia contratado um escritório de advocacia ligado a ele.
A investigação determinada por Mario Abdo Betínez apura esquema de falsificação de documentos por grupo que envolve funcionários públicos e pessoas do setor privado com o objetivo de obter negócios ilegais e benefícios patrimoniais.
RONALDINHO TODO ENROLADO
Três contas correntes foram abertas em nome de Ronaldinho Gaúcho, de seu irmão Roberto Assis e de Wilmondes Sousa Lira, empresário amigo da dupla. Cada conta recebeu depósito de 5 mil dólares como garantia para a naturalização paraguaia.
Qual a relação de Ronaldinho Gaúcho com a organização criminosa montada para falsificar documentos? Essa é a questão principal em foco pelos investigadores paraguaisos
