Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

     

    Toque e saiba mais sobre o tema

    “Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?” – Flávio Bolsonaro também deve ser alvo, opina Eliane Cantanhêde

     

     

    — calculando —
    Eliane Cantanhêde com balões de Jaques Wagner, Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro

    📷 A jornalista e colunista do Estadão segura três balões com os rostos dos senadores Jaques Wagner, Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro. Eliane Cantanhêde opina que o pré-candidato a presidência deve ser alvo da PF e do STF, assim como seus homólogos / Foto reprodução modificada [digital remaster upscaling photo]

    | Brasília (DF)
    21 de junho de 2026

    A colunista do Estadão , Eliane Cantanhêde, afirma que “não é crível fazer busca contra dois senadores e não contra Flávio Bolsonaro, com áudio, dinheiro e mentira”, e faz uma pergunta que, segundo ela, “não quer calar” e que ecoa nos corredores do Senado e nas redações de Brasília.

    Em artigo publicado neste sábado (20/jun), a jornalista expôs a contradição aparente na condução da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master.

    “Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL?”, escreve Cantanhêde.

    O que já se sabe sobre os alvos

    Na última quinta-feira (18/jun), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e aliado histórico do presidente Lula.

    A suspeita é que ele tenha recebido um apartamento de R$ 2,5 milhões, dinheiro em espécie—US $ 2,5 milhões, dinheiro em espécie—US $ 66 mil e 39 mil euros foram apreendidos— e viagens em jatinhos, em troca de apoio a medidas que favoreciam o Banco Master no Congresso.

    O ministro André Mendonça, do STF e relator do caso, autorizou as buscas, mas vetou a entrada da PF no gabinete do senador no Senado e em seu escritório político na Bahia.

    Ciro Nogueira (PP-PI), que foi chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, também já foi alvo da operação.

    Segundo Cantanhêde, “bife banhado a ouro em Nova York, jatinhos para lá e para cá, estações de esqui na Europa e mesadas que chegaram, no mínimo, a R$ 6 milhões”.

    Foi ele quem apresentou a chamada “Emenda Master”, que ampliava o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

    O elefante na sala: Flávio Bolsonaro

    Cantanhêde lembra que a PF tem provas “irrefutáveis, inclusive com áudios” de que Flávio Bolsonaro pediu “a bagatela de R$ 134 milhões” a Daniel Vorcaro, controlador do Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai.

    O senador, que é pré-candidato à Presidência, foi a São Paulo para um encontro “olho a olho” com o banqueiro quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica.

    “Em qualquer dos casos, vale o velho e bom ‘por quê?’”, indaga a jornalista.

    A pergunta de Cantanhêde ganha peso diante do cenário eleitoral. O áudio de Flávio com Vorcaro já estancou seu crescimento nas pesquisas.

    No Datafolha divulgado neste fim de semana, Lula abriu 10 pontos de vantagem no primeiro turno (41% a 31%).

    Qualquer nova descoberta em endereços, celulares e computadores do senador pode fazer a diferença.

    As possíveis explicações para a omissão

    Cantanhêde levanta hipóteses para a ausência de Flávio na lista de alvos. A primeira é que a PF e Mendonça queiram “amadurecer mais as investigações contra Flávio, sem deixar qualquer margem de dúvida, antes de operações com muito impacto na opinião pública”.

    A segunda, de cunho jurídico, é que a questão não é “quem pediu dinheiro”, mas “qual a finalidade, quais as vantagens pessoais e se havia contrapartidas”.

    A explicação técnica pode fazer sentido, mas deixa um vazio político difícil de ignorar. Flávio não apenas pediu dinheiro; ele tem um encontro presencial com Vorcaro já preso, comprovado por imagens.

    Enquanto Wagner e Nogueira tiveram suas casas vasculhadas por suspeitas de contrapartidas legislativas, Flávio segue sem ser incomodado por uma operação semelhante.

    “Venha quando vier, se vier, uma operação de busca contra Flávio terá enorme repercussão”, escreve Cantanhêde.

    “Qualquer coisa que a PF descubra em endereços, celulares e computadores de Flávio pode fazer diferença. Se é que ainda há algo ‘preservado’?”, diz a jornalista.

    A Polícia Federal e o ministro André Mendonça não se manifestaram sobre a possibilidade de incluir Flávio Bolsonaro em futuras fases da Operação Compliance Zero.

    O senador do PL nega irregularidades e afirma que o pedido de dinheiro foi um “acerto privado”.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

     

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading