Bruno Henrique foi indiciado por fraude após PF revelar que parentes tinham certeza do cartão amarelo
Bruno Henrique recebe cartão amarelo no jogo Flamengo X Santos, em 2023 – montagem/imagens reprodução
Investigação revela diálogos comprometedores e apostas suspeitas no jogo Flamengo x Santos de 2023 – SAIBA MAIS
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Brasília, 16 de abril de 2025
A Polícia Federal (PF) indiciou o atacante do Flamengo, Bruno Henrique, por estelionato e fraude em competição esportiva, suspeito de forçar um cartão amarelo na partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores.
Diálogos interceptados entre o jogador e seu irmão, Wander Nunes Pinto, mostram “certeza” de que o cartão seria recebido, segundo relatório da PF.
A investigação, iniciada após alertas de casas de apostas como Betano, KTO e GaleraBet, aponta que parentes do atleta, incluindo Wander, a cunhada Ludymilla Araújo e a prima Poliana Ester, realizaram apostas em 13 contas, muitas criadas na véspera do jogo.
O lucro total, considerado “ínfimo” pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), foi de cerca de R$ 11 mil, mas a Betano travou pagamentos por suspeita de manipulação, gerando preocupação entre apostadores em grupos como o “ABC Bets”.
A PF detalhou quatro lances em que Bruno Henrique poderia ter sido punido, com análise de imagens cedidas pela Globo, destacando uma falta sobre Soteldo aos 52 minutos do segundo tempo, seguida de reclamação ao árbitro Rafael Klein, que resultou no cartão e expulsão.
A investigação, ampliada pela Operação Spot-fixing em novembro de 2024, revelou que a probabilidade de o jogador receber um cartão era de apenas 15%, tornando o volume atípico de apostas ainda mais suspeito.
O caso é comparado ao de Lucas Paquetá, também investigado por manipulação de cartões, com envolvimento de parentes em ambos.
O Ministério Público do Distrito Federal decidirá agora se formaliza a denúncia, que pode levar a penas de dois a seis anos por fraude esportiva e um a cinco anos por estelionato.
Comentaristas esportivos, como Alicia Klein, Bira e Yara Fantoni, no programa Fim de Papo do UOL, classificaram o caso como “nefasto” para o futebol brasileiro, criticando a combinação de “burrice, desonestidade e ganância” de um jogador com salário milionário.
A CBF, alertada por relatórios da Sportradar e da International Betting Integrity Association (IBIA), encaminhou o caso às autoridades.
O Flamengo, em nota, afirmou não ter sido oficialmente notificado, mas reforçou seu compromisso com o fair play e a presunção de inocência do atleta, que se declarou inocente em entrevistas.
O caso expõe a crescente preocupação com a influência das casas de apostas no futebol.
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Além de Bruno Henrique, a Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás, já puniu jogadores como Eduardo Bauermann por manipulações similares.
Internacionalmente, casos como o de Sandro Tonali e o “Black Sox Scandal” mostram a gravidade de tais esquemas.
A PF sugere que o irmão de Bruno Henrique, “Juninho”, disseminou a informação privilegiada, agravando o cenário.
O STJD, que inicialmente arquivou o caso por falta de provas de lucro econômico, requisitou o relatório da PF para reavaliação.
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