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Detenção de brasileira nos EUA revela monitoramento secreto da ICE e cooperação entre polícias



    Caroline Dias Gonçalves foi parada em blitz de trânsito, liberada e imediatamente presa pelo departamento de imigração; compartilhamento de dados em app de mensagens levanta questões sobre legalidade – SAIBA MAIS

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    Salt Lake City, 19 de junho de 2025

    A prisão de Caroline Dias Gonçalves, uma brasileira de 19 anos que vive nos Estados Unidos desde os sete, revelou um esquema de vigilância secreta por agentes de imigração.

    A jovem, que estuda enfermagem na Universidade de Utah, foi parada numa fiscalização de trânsito durante uma viagem de carro para Colorado.

    Liberada após 20 minutos, ela foi surpreendida pela ação do ICE (Immigration and Customs Enforcement), órgão conhecido por prisões controversas de imigrantes.

    Apesar do discurso oficial de que o alvo eram criminosos, muitos detidos – como Caroline – não tinham antecedentes.

    O caso ganhou contornos mais graves quando se descobriu que informações sobre a infração dela foram repassadas num grupo policial no Signal, aplicativo de mensagens criptografadas.

    No Colorado, a lei proíbe investigar status migratório em abordagens comuns.

    O gabinete do xerife local afirmou não saber que o grupo era usado para fins além do combate às drogas e removeu seus membros.

    O advogado de Caroline questiona a legalidade da prisão, já que há indícios de que o gabinete do xerife pode ter violado regras estaduais ou, sem querer, alertado o ICE sobre sua situação migratória.

    A jovem e sua família aguardam há três anos uma resposta sobre seu pedido de asilo.

    Liberada sob fiança, Caroline responderá ao processo em Salt Lake City, onde mora e estuda.

    Amigas organizaram uma vaquinha para ajudar com os custos jurídicos.

    Gaby Pacheco, CEO de uma ONG que concedeu a bolsa de estudos para Caroline cursar enfermagem na Universidade de Utah, afirmou que trabalha com o tema há duas décadas e que jamais viu “algo tão grave e cruel como estou vendo nesta administração” [Trump].

    Em janeiro, governo de Donald Trump impôs uma meta de 12 mil prisões diárias de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, com o “czar da fronteira“, Tom Homan, sendo responsabilizado por cumprir esse objetivo (LEIA AQUI).

    Casa Branca negou a existência de uma cota oficial, mas fontes do jornal The Washington Post indicaram que Trump estaria insatisfeito com os números iniciais de detenções.

    O republicano teria pressionando agentes do ICE para intensificar as operações, que resultaram, até a ocasião, em cerca de 2.300 prisões em uma semana.

    Críticas apontavam que a suposta meta poderia levar à detenção de imigrantes sem antecedentes criminais, levantando preocupações sobre violações de direitos civis.

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