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    Brasil registra um dos menores aumentos de combustíveis do mundo em meio à guerra no Oriente Médio, apura Folha

    Graças a medidas de contenção do Governo Lula que protegem o bolso do consumidor, o país aparece na 90ª posição no ranking de alta da gasolina entre 128 nações, enquanto o petróleo dispara no mercado internacional

    Deputado federal Gayer

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) · 09 de abril de 2026

    Os preços da gasolina e do diesel no Brasil registraram aumentos contidos em relação à maioria dos países desde o início da guerra no Oriente Médio.

    De acordo com dados da Global Petrol Prices, a variação da gasolina no país ocupou a 90ª posição entre 128 nações analisadas no período de 23 de fevereiro a 6 de abril de 2026.

    Em 25 países, a alta foi inferior a 1%, nula ou até negativa. Quanto ao diesel, o Brasil apareceu na 71ª colocação, com 21 países registrando variação abaixo de 1%.

    O aumento médio da gasolina nos 89 países que tiveram reajustes superiores ao brasileiro chegou a 23,5%, contra 7,6% por aqui.

    No diesel, a média dos 70 países com altas maiores alcançou 50,8%, ante 23,5% no território nacional.

    A carestia se concentrou especialmente em países mais pobres do sul e do leste da Ásia, além de economias historicamente liberais, segundo a Folha de S.Paulo.

    Os Estados Unidos, por exemplo, figuraram na 14ª posição no ranking da gasolina, com alta de 35,1%, e na 23ª no diesel, com reajuste de 48,2%.

    Mesmo com ressalvas sobre a precisão de médias nacionais, o posicionamento do Brasil perto do fim da lista reflete ações concretas de contenção.

    A Petrobras tem atenuado a frequência e o tamanho dos reajustes, enquanto o governo federal implementou subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de reduções de impostos.

    O país, embora importe parte dos combustíveis, é exportador de petróleo. Com a elevação do preço do barril, a renda nacional e a receita pública aumentam, o que contribui para contas externas mais equilibradas em comparação com muitas nações importadoras líquidas.

    “Embora importe parte dos combustíveis que consome, o Brasil é exportador de petróleo. Isto é, com aumento do preço do barril, a renda do país e a receita do governo aumentam”, observou análise publicada no jornal.

    Intervenções estatais, comuns na tradição brasileira independentemente de orientação política, ajudaram a mitigar o choque externo.

    Em ano eleitoral, tais medidas ganham ainda mais relevância para preservar o poder de compra da população e evitar pressões inflacionárias maiores.

    O etanol, componente importante da matriz energética nacional, também atua como amortecedor, estabilizando os preços da gasolina em momentos de volatilidade internacional, conforme reportagens da AP News.

    Fontes recentes confirmam que os preços nos postos brasileiros estabilizaram no início de abril após semanas de alta, com o governo ampliando subvenções ao diesel.

    Detalhes adicionais sobre o impacto das medidas devem ser divulgados nos próximos dias por meio de balanços da ANP e do Ministério de Minas e Energia.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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