
Produção brasileira de carne de frango | Foto: Ricardo Padue/Ed. Globo
China, UE, Argentina, Chile, Uruguai e México suspenderam importação de frango do Brasil após caso em granja comercial no RS, causando reações globais – SAIBA MAIS
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Brasília, 17 de maio de 2025
Um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) detectado em uma granja comercial em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), levou China, União Europeia (UE), Argentina e México a suspenderem por 60 dias as importações de carne de frango e subprodutos avícolas do Brasil.
A China, maior compradora do frango brasileiro, importou 562,2 mil toneladas em 2024, representando 10,8% do total exportado pelo país, enquanto a UE, sétima maior importadora, adquiriu 231,8 mil toneladas no mesmo ano.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou a rápida identificação do caso e as medidas de contenção, como isolamento da granja, eliminação das aves e rastreio do fluxo comercial, que demonstram a robustez do sistema de inspeção brasileiro.
A pasta reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, garantindo segurança aos consumidores.
A medida é parte de acordos sanitários internacionais que preveem bloqueios automáticos em caso de doenças em granjas comerciais.
Para países como Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Filipinas, as restrições se limitam à região de Montenegro ou ao Rio Grande do Sul, devido a protocolos de regionalização.
O Mapa decretou emergência zoossanitária por 60 dias em um raio de 10 km ao redor do foco, intensificando a vigilância e biossegurança na região.
O impacto econômico pode ser significativo, com estimativas do Ministério da Agricultura indicando perdas de US$ 100 milhões a US$ 200 milhões por mês nas exportações.
O México, sétimo maior comprador, importou 212 mil toneladas de frango brasileiro em 2024, com aumento de 22,6% em relação ao ano anterior.
A suspensão mexicana visa proteger a indústria avícola local, mas o Mapa negocia a regionalização do embargo para limitar as restrições à área afetada, como já ocorre com o Japão, que suspendeu apenas os embarques de Montenegro.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) classificou o caso como uma nova etapa na presença do vírus H5N1 no Brasil, que até então registrava 166 focos em aves silvestres e de subsistência desde 2023, mas nenhum em granjas comerciais.
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O governo brasileiro segue protocolos internacionais, suspendendo preventivamente exportações para mais de 30 países, enquanto trabalha para restabelecer a confiança dos parceiros comerciais, segundo o ND Mais.
A expectativa é que, após 28 dias sem novos casos e desinfecção da granja, o Brasil possa se declarar livre da doença em granjas comerciais, conforme normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Mercado global de frango
Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de carne de frango. Em 2024, o país produziu aproximadamente 21,4 milhões de toneladas, representando cerca de 21% da produção global, de acordo com dados do USDA e outras fontes.
O Brasil e a China vêm em seguida, ambos com cerca de 15 milhões de toneladas cada, ocupando a segunda e terceira posições, respectivamente, com aproximadamente 14,6% da produção mundial cada um.












