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Brasil dá sua “maior resposta ao crime organizado”, diz Lula sobre Faria Lima/PPC/combustíveis

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    O Presidente
    O Presidente do Brasil, LULA, O ministro da Justiça e Segurança Pública, RICARDO LEWANDOWSKY e o diretor-geral da Polícia Federal, ANDREI RODRIGUES – Ao fundo a sede da INTERPOL, em Lyon (FR) Foto de Niyom Kaseng/GoogleMaps


    O estadista comenta a operação da PF, RF e MPs contra esquemas financeiros e do setor de combustíveis controlados pela facção criminosa, que repercutiu no mundo em favor da imagem do Presidente do Brasil



    Brasília, 28 de agosto de 2025

    Em um marco histórico no combate ao crime organizado no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as ações deflagradas nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, como “a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui”.

    As operações, coordenadas pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, atingiram esquemas financeiros e do setor de combustíveis controlados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com impacto em 10 estados brasileiros.

    Batizadas de Carbono Oculto, Tank e Quasar, as três operações simultâneas mobilizaram cerca de 1.400 agentes em estados como São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais.

    A força-tarefa cumpriu mais de 400 mandados de prisão e busca e apreensão, alvejando 350 pessoas e empresas envolvidas em crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e fraudes contra consumidores.

    Esquema Bilionário e a Conexão com a Faria Lima

    As investigações revelaram que o PCC movimentou cerca de R$ 140 bilhões nos últimos anos, utilizando o setor de combustíveis como fachada para atividades ilícitas.

    Mais de 1.000 postos de combustíveis foram identificados com práticas de adulteração e manipulação de notas fiscais, resultando em uma sonegação tributária estimada em R$ 8,6 bilhões.

    Um dos principais alvos foi a importação irregular de metanol, desviado pelo porto de Paranaguá (PR) e utilizado para adulterar gasolina, gerando lucros bilionários e riscos ambientais e à segurança pública.

    Além do setor de combustíveis, a operação Quasar expôs a infiltração do PCC no mercado financeiro, com o controle de aproximadamente 40 fundos de investimento avaliados em R$ 30 bilhões, localizados na Avenida Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo.

    Esses fundos, junto a fintechs que operavam como “bancos paralelos”, movimentaram cerca de R$ 46 bilhões em transações suspeitas, segundo a Receita Federal.

    A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 3,2 bilhões em ativos, incluindo imóveis e veículos, para recuperação de danos aos cofres públicos.

    Integração e Estratégia do Governo

    O sucesso da operação foi atribuído ao trabalho integrado iniciado com a criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, instituído pelo Ministério da Justiça em janeiro de 2025.

    “O trabalho integrado permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, destacou Lula em suas redes sociais.

    O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reforçou o objetivo de “secar” as fontes de financiamento do crime organizado, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou a ação por alcançar “o andar de cima” do sistema criminoso.

    A operação também gerou disputa política. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Lula, possíveis adversários em 2026, buscaram protagonismo na divulgação dos resultados, destacando a colaboração entre esferas federal e estadual.

    Apesar do êxito, apenas 6 dos 14 mandados de prisão foram cumpridos até o momento, levantando suspeitas de possíveis vazamentos.

    Impacto Nacional e Internacional

    A megaoperação ganhou destaque internacional, com agências como Reuters e Financial Times apontando-a como uma das maiores ações contra o crime organizado na América Latina.

    No Brasil, a ação reforça o compromisso do governo com a proteção de cidadãos e consumidores, visando “cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente”, conforme declarou Lula.


    As operações expuseram a sofisticação do PCC na economia formal, utilizando empresas de fachada e instituições financeiras para ocultar recursos.

    A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional já ajuizou medidas para reverter bens confiscados ao pagamento de dívidas tributárias, enquanto o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo estima que o esquema causou prejuízos a consumidores, empresas e ao poder público.



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