Presidente reafirma soberania do Brasil em entrevista com críticas aos “palpites” e destaques às prioridades de nosso País – assista
Brasília, 18 de julho de 2025
No trecho final da entrevista à CNN International, exibida pela CNN Brasil nesta quinta-feira (17/jul), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou à jornalista Christiane Amanpour, sobre as taxações do presidente dos EUA, Donald Trump aos produtos importados do Brasil:
“O Brasil não gosta de encrenca. O Brasil gosta de negociar e gosta de paz. Os nossos empresários já estão fazendo uma reunião com o nosso governo e eu tenho pedido aos empresários para conversar com os seus contrapartes nos Estados Unidos, porque está cheio de empresário também fazendo críticas à decisão do governo americano.
No momento certo, eu então vou anunciar a resposta do que que o Brasil vai fazer. E pode ficar certa, Cristiane, que eu farei com muito respeito aos Estados Unidos, porque a gente tem que admirar os Estados Unidos por ser a maior potência militar, a maior potência econômica, a maior potência tecnológica.
E que precisa admitir o jeito de organização. Como é que eu vou aceitar um cidadão presidente da Otan que eu nem conheço dar palpite para o Brasil. É preciso que as pessoas respeitem.
Quando eu fui eleito a primeira vez em 2003, um cidadão que era subsecretário do [Presidente George] Bush deu um palpite na economia brasileira. Eu falei: “eu não quero saber saber do sub do sub. Eu quero conversar com o presidente Bush”. E fui chamado para conversar com o Bush dia 10/12/2003, quando ele estava alucinado para fazer a guerra com o Iraque e convidou o Brasil para participar da guerra.
Eu disse para o presidente Bush a guerra do Brasil é contra a fome no meu país. Tem 54 milhões de pessoas passando fome Eu não conheço Saddam Hussein, nunca fui no Iraque, está a 14 mil quilômetros do meu país. Eu não quero guerra, Eu quero é fazer uma guerra contra a fome e vou acabar com a fome e acabamos com a fome no país.
Agora que eu voltei 15 anos depois tinha 33 milhões de pessoas passando fome. Vou acabar com a fome este ano ainda, Cristiane, este ano. Porque o meu lema aqui no Brasil é cuidar do Brasil e cuidar do povo brasileiro. Não é cuidar dos interesses dos outros.
É assim que eu acho. É assim que eu acho que todos os presidentes deveriam funcionar. E assim que eu peço ao presidente Trump. O Brasil é um aliado histórico dos Estados Unidos.
O Brasil preza a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos.
Mas o Brasil não aceita imposição. O Brasil aceita negociação”.








