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Brasil e Espanha lideram crescimento da capitalização de mercado em 2025: EUA e Japão recuam

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebe o presidente da Espanha, Pedro Sánchez |6.3.2024| Foto de Ricardo Stuckert

    Mercados globais mostram resiliência, com destaque para Europa e emergentes – SAIBA MAIS

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    Brasília, 15 de abril de 2025

    No primeiro trimestre de 2025, a capitalização de mercado global revelou um cenário de contrastes, com a Espanha liderando o crescimento em 16,3%, seguida pelo Brasil, com robustos 13,8%, na comparação com o último trimestre de 2024, segundo a Econovis.

    Outros mercados europeus, como Alemanha (12,6%), Itália (12,5%) e Suécia (11,1%), também registraram fortes altas, impulsionados por políticas monetárias favoráveis e recuperação industrial.

    A União Europeia e a Suíça cresceram 9,5%, enquanto França (8,4%) e Reino Unido (5,2%) mantiveram avanços moderados.

    Entre os emergentes, Cingapura (7,9%), África do Sul (7,2%) e México (6,1%) destacaram-se, beneficiados por exportações e investimentos estrangeiros.

    Por outro lado, mercados de peso como Estados Unidos (-5,3%), Japão (-0,3%) e Índia (-5,0%) enfrentaram quedas, impactados por volatilidade nas bolsas e ajustes em setores de tecnologia e consumo.

    Taiwan (-11,9%) e Dinamarca (-9,5%) sofreram os maiores declínios, enquanto Austrália (-2,8%) e o mercado global (-1,5%) também recuaram.

    A resiliência dos mercados europeus e emergentes contrasta com o desempenho fraco dos EUA, onde o S&P 500 enfrentou pressões.

    China (5,0%) e Coreia do Sul (3,0%) mostraram crescimento tímido, refletindo cautela em meio a tensões comerciais.


    O Brasil, que caiu para a 10ª maior economia global em 2024, aproveitou a desvalorização do real e o aumento de investimentos em infraestrutura para impulsionar a bolsa, com a capitalização representando 42,4% do PIB em 2022.

    A Espanha, por sua vez, capitalizou o turismo e a recuperação pós-crise energética, enquanto a Alemanha se beneficiou de sua força industrial.

    Esses movimentos refletem a busca por diversificação em um cenário de incertezas globais, com investidores atentos a setores como energia, manufatura e serviços.

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    A volatilidade observada no primeiro trimestre de 2025, agravada por eventos como o colapso de bolsas, sugere que os mercados globais seguem sensíveis a choques externos, como instabilidade política na França e tensões comerciais envolvendo China e EUA.

    Apesar disso, a resiliência de mercados emergentes e europeus sinaliza oportunidades para investidores que buscam ativos fora das grandes economias tradicionais, com o Brasil e a Espanha emergindo como destaques em um cenário global desafiador.

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