Queda nos custos de itens essenciais e energia elétrica impulsiona primeira deflação em dois anos, sinalizando estabilidade econômica
Brasília, 27 de agosto de 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma deflação de 0,14% em agosto, marcando a primeira taxa negativa desde julho de 2023, quando o índice recuou 0,07%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda foi impulsionada pela redução nos preços de alimentos e bebidas (-0,53%), energia elétrica residencial (-4,93%) e transportes (-0,47%), trazendo alívio ao bolso das famílias brasileiras.
A deflação de agosto é a mais significativa desde setembro de 2022 (-0,37%) e reflete o impacto de políticas econômicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Bônus de Itaipu , crédito aplicado nas contas de luz, foi um dos principais fatores para a queda no setor de habitação, que recuou 1,13%.
No grupo de alimentos e bebidas, itens essenciais como manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%) apresentaram reduções expressivas, especialmente na alimentação no domicílio (-1,02%).
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem desempenhado um papel estratégico na recomposição de estoques reguladores de produtos como arroz e feijão, que estavam zerados desde o governo anterior, contribuindo para a estabilização dos preços.
O Boletim Focus, do Banco Central, revisou para baixo a projeção de inflação para 2025, estimando 4,86%, a 13ª queda consecutiva, aproximando-se do teto da meta de 4,5% (com centro em 3% e tolerância de ±1,5 ponto percentual).
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 está em 4,95%.
A deflação foi menos intensa do que as projeções do mercado, que estimavam -0,20%.
O grupo transportes também contribuiu para o resultado, com quedas em gasolina (-1,14%), automóvel novo (-1,32%) e passagens aéreas (-2,59%).
No entanto, economistas alertam que o alívio pode ser temporário, já que o Bônus de Itaipu não estará presente nas faturas de setembro, e a deflação alimentar pode perder força.
Além disso, a inflação de serviços, que segue resiliente devido ao mercado de trabalho aquecido, sugerindo cautela na política monetária.
Em geral, o resultado reforça o compromisso do governo Lula em garantir comida barata e de qualidade às famílias, como destacado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) em suas redes sociais.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) sugere que a deflação poderia ser ainda maior se a taxa Selic não estivesse em níveis elevados.








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