
Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Governo Lula critica ofensivas de Israel/EUA e defende diplomacia e paz
RESUMO << O Governo brasileiro condenou os ataques de Israel e EUA ao Irã por violarem a soberania iraniana e o direito internacional. O Brasil expressou preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio, pedindo contenção e soluções diplomáticas para evitar danos irreversíveis à paz e estabilidade global, alinhando-se a outras nações que criticam ações militares unilaterais >>
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Brasília, 22 de junho de 2025
Em nota oficial emitida pelo Ministério das Relações Exteriores às 14h, o Brasil expressou “grave preocupação” com a escalada de tensões no Oriente Médio, apontando que tais ações violam a soberania iraniana e o direito internacional.
O Governo brasileiro manifestou, neste domingo (22), sua “firme condenação” aos ataques militares conduzidos por Israel e, mais recentemente, pelos Estados Unidos, contra instalações nucleares no Irã.
A ofensiva, que atingiu alvos nucleares, foi classificada como “flagrante transgressão” da Carta das Nações Unidas e das normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Itamaraty destacou o risco de “contaminação radioativa” e “desastres ambientais de larga escala”, que ameaçam a vida de civis.
O Brasil reiterou seu compromisso histórico com o uso pacífico da energia nuclear e rejeitou qualquer forma de proliferação nuclear, especialmente em regiões instáveis como o Oriente Médio.
Além disso, o governo condenou ataques recíprocos em áreas densamente povoadas, que resultam em vítimas civis e danos a infraestruturas essenciais, como hospitais, protegidos pelo direito humanitário internacional.
O Itamaraty fez um apelo por “máxima contenção” e defendeu uma solução diplomática para interromper o ciclo de violência.
“As consequências negativas dessa escalada podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade global”, afirmou a nota.
O Brasil também pediu esforços internacionais para promover o diálogo e evitar um conflito de grandes proporções.
A posição reflete a postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem criticado ações militares unilaterais e defendido a diplomacia como caminho para a resolução de conflitos.
Outras nações, como Venezuela, Cuba e China, também condenaram as ofensivas, enquanto líderes globais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçaram a necessidade de moderação.
A União Europeia e países como Japão e Nova Zelândia pediram diálogo para evitar uma crise maior, segundo reportagens recentes.
A escalada militar no Oriente Médio pode impactar a estabilidade global, afetando desde a economia até a segurança internacional.
O Brasil, ao se posicionar, reforça seu papel como defensor do multilateralismo e da resolução pacífica de conflitos, alinhando-se a nações que buscam evitar uma crise de proporções catastróficas.









