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Braga Netto promoveu o delegado preso hoje pela PF por envolvimento na morte de Marielle, lembra ‘O Globo’

    Rivaldo Barbosa “tomou posse como chefe da Polícia Civil do estado em março de 2018. Ele foi escolhido para o cargo pelo general Richard Nunes, na época secretário de Segurança Pública e o interventor federal general Walter Souza Braga Neto“, escreveu o jornal

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    A vereadora Marielle Franco foi assassinada há pouco mais de seis anos e, após as investigações apontarem Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ) e o ex-chefe da PCRJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, como os suspeitos de serem os mandantes do crime, os três foram presos na manhã deste domingo (25/3).

    Rivaldo Barbosa “tomou posse como chefe da Polícia Civil do estado em março de 2018. Ele foi escolhido para o cargo pelo general Richard Nunes, na época secretário de Segurança Pública e o interventor federal general Walter Souza Braga Neto“, lembra ‘O Globo‘. “No período, o Rio estava sob intervenção federal”.

    “Foi Rivaldo quem levou ao delegado da DH a informação de que os delegados da Polícia Federal teriam conseguido achar uma suposta testemunha do caso, o então policial militar Rodrigo Ferreira, o Ferreirinha. Mas a versão era falsa, como ficou confirmado, 10 meses depois, numa apuração paralela da Polícia federal, que ficou conhecida como “investigação da investigação”“, informou o jornal.

    Marielle foi executada em 14 de março de 2018, aos 38 anos, atingida por quatro disparos no rosto,, ao deixar a Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos, no Centro do Rio. Ao passar pelo bairro Estácio, na região central da cidade, o carro em que estava foi alvo de tiros disparados por um veículo que emparelhou. A vereadora e o motorista Anderson morreram ao serem atingidos. A assessora da parlamentar, Fernanda Chaves, é a única sobrevivente.

    Equipes da instituição policial ainda cumprem 12 mandados de busca e apreensão contra o trio, nas sedes da PCRJ, do TCE-RJ e da Câmara dos Deputados, em Brasília. A investigações indicam que o crime foi motivado por desacordos sobre a ocupação de terrenos na Zona Oeste do Rio.

    Por que mataram Marielle Franco?

    A motivação também foi citada na delação de Ronnie Lessa. Segundo o ex-PM, Marielle teria virado vítima por defender a ocupação de terrenos por pessoas de baixa renda e que o processo fosse acompanhado por órgãos como o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio (Iterj) e o Núcleo de Terra e Habitação, da Defensoria Pública do Rio.

    O mandante do assassinato apontado por Lessa buscaria, segundo ele, a regularização de um condomínio inteiro na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, sem respeitar o critério de área de interesse social, ou seja, o dono tinha renda superior à prevista em lei. O objetivo seria obter o título de propriedade para especulação imobiliária.

    Em entrevista em janeiro deste ano, Domingos Brazão falou que trocou o investimento, como dono e empresário, em postos de gasolina, no qual já chegou a ter 18 unidades, por compra de galpões em áreas de baixo valor para revendê-los por preços elevados a grandes empresas.

    Eleita vereadora pelo PSol, com mais de 46 mil votos, Marielle estava há apenas 1 ano e 3 meses no cargo, ao assumir o mandato em janeiro de 2017, antes de ser executada.

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