Ministro inova com agenda itinerante por 27 territórios, prometendo escuta ativa e prestação de contas que podem redefinir a proximidade entre poder federal e cidadãos comuns – o que isso reserva para 2026?
O ministro Guilherme Boulos (PSOL) lançará em fevereiro o programa “Governo do Brasil na Rua”, percorrendo 26 estados e o DF até 26/jun para divulgar ações do governo Lula, prestar contas e dialogar com movimentos sociais. Iniciando por Macapá e Porto Alegre, incluirá ‘banquinhas’ de serviços e foco em temas como justiça tributária e condições laborais. Boulos enfatiza escuta ativa para aproximar o federal das periferias, em estratégia para fortalecer laços eleitorais.
Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou uma ambiciosa agenda de viagens pelo território nacional.
Instituído por portaria oficial em 10 de novembro, o programa “Governo do Brasil na Rua” visa não apenas divulgar as conquistas da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também fomentar um diálogo profundo com movimentos sociais e comunidades locais.
Como destacou Boulos, segundo a CNN Brasil, “meu foco será colocar o governo na rua”, enfatizando a necessidade de reaproximar eleitores em um ano marcado por tensões eleitorais.
A turnê, programada para iniciar em fevereiro e estender-se até 26 de junho, abrangerá os 26 estados e o Distrito Federal.
As primeiras paradas incluem Macapá (Amapá) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul), seguidas por Palmas (Tocantins) e Teresina (Piauí) antes do carnaval. O itinerário prossegue para Goiânia (Goiás), Vitória (Espírito Santo), Natal (Rio Grande do Norte), Rio de Janeiro e Belém (Pará).
A sequência inicial reflete uma abordagem equilibrada, priorizando regiões historicamente subrepresentadas. Aliados próximos revelam que Boulos priorizará temas como o fim da escala 6×1, justiça tributária e condições laborais para entregadores de aplicativos e trabalhadores informais.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) salientou que o ministro viajará para “aproximar o governo desses territórios, com prestação de contas do que já foi feito, e também escutando as demandas dos movimentos sociais e das cidades do Brasil afora”.
A estratégia ecoa iniciativas anteriores do antecessor Márcio Macêdo, mas ganha novo ímpeto com o perfil militante de Boulos, oriundo do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
As visitas incluirão ‘banquinhas’ de serviços governamentais, facilitando acesso direto a programas federais sem burocracia excessiva.
Em sua primeira semana no cargo, iniciado em outubro passado, Boulos já demonstrou versatilidade ao se reunir com empresários e entregadores em Belo Horizonte (Minas Gerais) em 5 de novembro.
Eventos iniciais do programa, como o realizado em 13 de dezembro no Sol Nascente e Ceilândia (DF), e a segunda edição em São Paulo, destacam o compromisso com territórios periféricos.
No Instagram oficial, Boulos explicou: “Qualé o propósito que o presidente Lula pediu pra gente? Pô, vamos fazer os programas do governo federal, chegarem no povo sem burocracia”.
Essa ofensiva comunicativa surge em contexto de desafios para o governo, incluindo a necessidade de fortalecer laços com a sociedade civil diante de eleições iminentes.
O presidente Lula conferiu a Boulos a missão explícita de “ajudar a colocar o governo na rua”, articulando pautas sociais em meio a um calendário apertado. Além de auxiliar o presidente em atribuições cotidianas, o ministro enfatizará a escuta de demandas populares para refinar políticas nos meses finais do mandato.
Analistas veem nessa iniciativa um vetor para combater o distanciamento percebido entre o Palácio do Planalto e as ruas, potencializando o impacto de ações como reformas habitacionais e programas de inclusão.
A turnê presta contas e pavimenta caminhos para uma governança mais inclusiva, alinhada aos princípios de equidade que marcaram a trajetória de Boulos.

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