Em entrevista ao Página12, o presidente do Chile mencionou o ex-presidente de modo espontâneo e sobre o atual limitou-se a dizer que manterá “as melhores relações possíveis“
O presidente do Chile, Gabriel Boric, concedeu entrevista ao jornalista e professor Gustavo Veiga, do Página12, que em um de seus questionamentos perguntou ao ex-líder estudantil “como será sua relação com Jair Bolsonaro nos próximos meses“, haja vista que o Brasil – “potência econômica da região” do Cone Sul, “é governado por um presidente que está no extremo oposto” de suas ideologias.
Em sua resposta, Boric não mencionou o nome de Bolsonaro e, além disso, preferiu citar LULA, demostrando que o ex-presidente brasileiro está vivo na lembrança dos latinos por seu legado que o mundo todo conheceu.
A princípio, ignorando completamente Bolsonaro, o chileno lembrou que em outubro próximo o Brasil terá eleições e desejou sorte ao ex-pesidente:
“O Brasil tem eleições no final deste ano e desejo a LULA o maior sucesso. E espero que possamos nos encontrar nesse caminho de colaboração, de respeito pela ciência, de integração latino-americana, de trabalho com os movimentos sociais…”, disse Gabriel Boric.
Sobre Bolsonaro, mas sem menção alguma a seu nome, o presidente do Chile emendou a resposta acima com a afirmação: “… e, enquanto isso, claro, devemos manter relações estatais“.
Boric, que está de malas prontas para uma visita à Argentina, falou também sobre relações bilaterais de seu governo com a ala neoliberal, a política interna do Chile, os Mapuches – povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina, os Carabineros – instituição de polícia ostensiva, a China, Cuba, Venezuela e EUA, violência e desigualdade, as Ilhas Malvinas e LULA.
O ex-líder estudantil do partido Convergência Social também disse ao Página12 que “como presidente de todos os chilenos“, manterá “as melhores relações possíveis” com o nosso país.
