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Boric, Petro e o pequeno PSOL propõem “Nova Esquerda”, amiga da OTAN e anti-Venezuela, Nicarágua e Cuba

    Primeira reunião é realizada em Santiago neste fim de semana, com foco em políticas de identidade

    “Boric, Petro e a tentativa do pequeno partido PSOL brasileiro de criar uma “Nova Esquerda” anti-Venezuela, Nicarágua e Cuba, amiga da OTAN, está realizando sua primeira reunião em Santiago neste fim de semana, com foco em políticas de identidade”, escreve no Twitter o jornalista Brian Mier.

    “O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e outros partidos de esquerda sul-americanos vão fundar a Rede Futuro” neste fim de semana, diz matéria no UOL. “A ideia é que o grupo seja um novo fórum de discussões para os progressistas”.

    “Batizado de ‘Construir Futuro’, o encontro que dará origem à Rede Futuro” tinha previsão de acontecer “de sexta (7/4) a domingo (9/4), em Santiago, no Chile. A diretoria do grupo e as diretrizes gerais de funcionamento” seriam “definidas no evento”, afirmaram os autores do texto.

    Além de Juliano Medeiros, presidente do PSOL, também estão participando do encontro os deputados federais Ana Pimentel (PT-MG), Célia Xakriabá (PSOL-MG) e Guilherme Boulos (PSOL-SP).

    Os temas prioritários da nova rede vão desde a “crise climática” e “feminismo” a “direitos humanos”, mas “assuntos como crise migratória, economia popular e integração regional também devem estar na pauta”.

    A portal afirma que “a rede será contraponto ao Foro de São Paulo“, fundado em 1990, que hoje “reúne 123 partidos de esquerda de 27 países da América Latina e Caribe, incluindo governos autoritários, como o da Nicarágua, o que motivou as lideranças a criarem a nova rede”. A Venezuela, governada há 11 anos por Nicolás Maduro e afastada de vários fóruns regionais, também ficou de fora.

    Em princípio, a rede ficará restrita à América do Sul. A aliança é fruto de dois anos de diálogo entre várias lideranças regionais. Os partidos Convergência Social, de Gabriel Boric, atual presidente do Chile, Colombia Humana, de Gustavo Petro, atual presidente da Colômbia, e Frente de Todos, da Argentina, são alguns dos grupos que estiveram envolvidos nas tratativas.

    “Cada espaço tem sua história e sua razão de ser. Organizações como o Foro de São Paulo e o Grupo de Puebla foram importantes para que a esquerda elaborasse na década de 1990 estratégias eleitorais vitoriosas no Brasil, Argentina e outros países. A proposta da rede é trazer novas ideias e, se os outros as acolherem, será ótimo”, disse Juliano Medeiros.

    “Devemos avançar com responsabilidade nas mudanças estruturais sem deixar ninguém para trás. Crescer economicamente, converter o que para muitos são bens de consumo em direitos sociais, independentemente do tamanho da carteira, e garantir uma vida tranquila e segura”, afirmou Gabriel Boric no discurso de posse.

    Quando foi preciso fugir o quanto antes do carvão e do petróleo, inventaram uma guerra e outra e outra. Eles invadiram a Ucrânia, mas também o Iraque, a Líbia e a Síria. Eles invadiram em nome do petróleo e do gás“, afirmou Gustavo Petro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2022.

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