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Bolsonaro viraliza nas redes como o maior ladrão do Brasil com seu ‘Moambagate’, “pior que genocida e golpista”

    Segundo jornalistas, o prejuízo político do inelegível ao ser assimilado pelo povão como ladrão de joias é fatal para sua carreira, o que pode representar seu próprio fim – ENTENDA

    Conforme afirmou em seu perfil no ‘Twitter’ o jornalista Ricardo Pereira, “Bolsonaro é um genocida, mas isso é algo mais difícil de ser assimilado pelo povão, diferente de roubo de joias que é algo que aparece todo dia nos “Brasis Urgentes”. Por isso, o povão descobrir que Bolsonaro não passa de um ladrão atinge em cheio sua carreira política“.

    Em outra mensagem na plataforma, Pereira diz que “muito do que se está chamando de presentes de nações estrangeiras também era propina disfarçada. Bolsonaro deve ter vendido muitos segredos de estado, informações privilegiadas sobre o Brasil e recebeu por isso. O patriotismo de Bolsonaro é à sua conta bancária“.

    O jornalista Ricardo Noblat também foi à mesma rede social reproduzir uma fala do ex-ministro do GSI, do governo desmoronado de Bolsonaro, o general Augusto Heleno, para quem um presidente desonesto deveria pegar prisão perpétua:

    Um presidente da República desonesto tinha que tomar uma prisão perpétua. Isso é um deboche com a sociedade. Um presidente da República desonesto destrói o conceito do país“, disse Heleno, em 14 de junho de 2019, conforme transcreveu Noblat.

    Claro que não poderíamos deixar de citar Reinaldo Azevedo, que segundo argumentam os bolsonaristas virou “petista”. Também no ‘Twitter‘, o jornalista comenta a polarização que foi desenvolvida no Brasil por conta da antipolítica de Bolsonaro, que o presidente Lula está conseguindo transformar novamente em política.

    Azevedo diz que “o Brasil está ardendo. A quadrilha está sendo desmontada“, enquanto Lula realiza eventos e frisa que não são do PT, mas para a sociedade brasileira. “Nesta sexta, vimos o Brasil que mergulhou no abismo e também o que encontrou o caminho“, diz o jornalista sobre “o país do peculato e da vigarice” versus “o país do Lula estadista“.

    Neste sentido, Leonardo Sakamoto, do ‘UOL, diz que o esquema para desviar joias que pertencem ao patrimônio do Brasil e vender para pessoas ricas, ou em lojinhas do tipo ‘Compro Ouro‘ nos Estados Unidos, embolsando a grana ao final, tem mais potencial de ferir a imagem de Jair Bolsonaro junto ao povão do que o seu negacionismo na pandemia ou seu golpismo eleitoral.

    Claro que mais de 700 mil mortes por covid-19 e a tentativa de enterrar a democracia com a invasão e destruição da sede dos Três Poderes no ‘8 de Janeiro‘ são incomensuravelmente mais graves do que surrupiar alguns milhões em relógios, colares, estátuas e usar militares para vendê-los como camelôs, prosseguiu Sakamoto.

    A questão é que ladrão de joias é bem mais palpável do que genocida ou golpista para uma parcela da população, incluindo aquela que votou nele, mas não faz parte do bolsonarismo raiz. Aquela que acreditou na narrativa de que Jair era um homem honesto e estava acima da corrupção, argumenta o jornalista. Leia a sequência.

    Também é mais fácil criar dúvidas sobre as denúncias de que ele é corresponsável por milhares de mortes, apesar da grande quantidade de provas que Bolsonaro produziu contra si mesmo na pandemia.

    Da mesma forma há quem caia facilmente na absurda história de que a tentativa de golpe de Estado em janeiro foi algo planejado pelo atual governo para se vitimizar.

    Agora, ser pego surrupiando ouro e diamantes que pertencem ao povo e embolsar, não precisa de muita explicação.

    Qualquer cristão conhece bem o “não furtarás” dos Dez Mandamentos, no Livro do Êxodo, capítulo 20, tanto quanto a história de adorar um bezerro de ouro e joias, contada em Êxodo do capítulo 32.

    Durante as campanhas eleitorais de 2018 e 2022, e também nos 4 anos de seu mandato, Bolsonaro se vendeu como um homem comum, que representaria os interesses do povo mais do que o dos políticos profissionais.

    Claro que era uma construção, uma narrativa, uma vez que ele, um político profissional, especializou-se em ficar rico, dando a luz a funcionários fantasmas nos gabinetes da família e ficando com parte de seus salários: As famosas ‘rachadinhas‘.

    Agora, esse personagem foi pego em um esquema que envolveu almirantes, sargentos, tenentes, coronéis e até um general pra exportar ilegalmente joias, né?

    Primeiro, importar ilegalmente joias dadas ao Brasil pela Arábia Saudita. Depois, usar todo o peso do governo a fim de pressionar auditores da Receita Federal pra liberar a carga ilegal. Daí exportar para os Estados Unidos e vendê-las lá na Flórida.

    Segundo a Polícia Federal e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, era Jair quem determinava os rumos criminosos da operação e que se beneficiava dos dólares obtidos com as vendas.

    Como Bolsonaro, que se vendia como o homem comum, o homem do povo pôde surrupiar joias de luxo que pertenciam ao governo brasileiro, vender para os ricos e ficar com o dinheiro?

    Essa é a pergunta que será feita exaustivamente ao eleitorado que ele pretende influenciar, mesmo inelegível, nas eleições de 2024 e 2026. Isso, claro, se não for preso antes pelo “Moambagate“.

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