Ministra do Supremo Tribunal Federal decide pela punição do ex-presidente em julgamento histórico sobre tentativa de golpe em 2022, reforçando a defesa da democracia brasileira
Brasília, 11 de setembro de 2025
Em um julgamento que marca um capítulo decisivo na história recente do Brasil, a ministra Cármen Lúcia proferiu seu voto nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, formando maioria na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por participação em uma organização criminosa armada.
O placar chegou a 3 a 1, com a relatora acompanhando os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, enquanto o ministro Luiz Fux divergiu, defendendo a absolução do ex-mandatário.
O voto da ministra Cármen Lúcia, com 370 laudas, destacou a liderança de Bolsonaro na trama golpista que visava subverter o resultado das eleições de 2022, impedindo a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Ela enfatizou que não há vacina necessária para o autoritarismo, criticando as ações que ameaçaram a ordem democrática.
A decisão abrange todos os crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), incluindo tentativa de golpe de Estado, e pode resultar em prisão imediata para os envolvidos.
O julgamento, que analisa eventos de 2022 envolvendo atos antidemocráticos, reforça a coerência da Corte em proteger as instituições.
Até o momento, o voto de Cármen Lúcia foi o decisivo para a maioria, com possibilidade de continuidade nas próximas sessões para dosimetria da pena.
A condenação por organização criminosa foi unânime entre os que votaram pela punição.








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