Em 2014, o então parlamentar Jair Bolsonaro causou revolta ao discursar a favor dos militares numa sessão solene em memória aos 50 anos da instauração da ditadura e às vítimas do regime de exceção
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
“Não foi revolução, seu escroto misógino. Se esse desgraça pensa que vai reescrever a história está enganado“, diz um dos perfis no Twitter, em cuja plataforma o tema esteve em alta nesta sexta-feira
Após o presidente Jair Bolsonaro pedir ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para trocar o tema, de uma das questões da prova, de “Golpe Militar de 1964” para “revolução”, a web reagiu no Twitter, em cuja plataforma um dos perfis chegou a afirmar: “Não foi revolução seu escroto misógino de m*; foi golpe, c*! Se esse desgraça pensa que vai poder reescrever a história desse jeito ele está muito enganado“, conforme mostrou o portal progressista de notícias Brasil 247.
O exagero das afirmações do usuário da plataforma revelou a repulsa dos brasileiros à ideologia que o atual presidente carrega desde os tempos em que era capitão do Exército, em detrimento das vítimas da perseguição do regime militar, durante a ditadura.
Leia mais após a imagem:

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que “não vamos deixar que Bolsonaro reescreva a História e transforme esse período cruel e desumano em celebração. A Ditadura Civil-Militar foi golpe, não revolução!“.
“O Brasil sabe que 64 foi golpe e não tolera mais ditadores“, escreveu o ex-deputado federal Chico Alencar”.
“É inaceitável que Bolsonaro tente reescrever a história: Foi GOLPE, não uma Revolução o que aconteceu em 1964 no Brasil. O seu pedido para alterar as questões do ENEM sobre o tema é aviltante. Nosso país não esquecerá o TERROR da DITADURA militar. Para que nunca mais se repita!“, escreveu o PSOL.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas afirmou que “A História não será apagada! 64 foi Golpe e a Ditadura foi um dos piores capítulos da nossa História. Em nome de todos os estudantes que tiveram suas vidas ceifadas pelo poder Militar, resistiremos!“.
Confira abaixo e leia mais a seguir:
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) começa a ser aplicada em todo o país neste domingo (21/11).
De acordo com reportagem na Folha de S. Paulo, o pedido de Bolsonaro, para a substituição de ‘Golpe’ por ‘Revolução’, foi feito no primeiro semestre deste ano.
Na ocasião, o ministro chegou a comentar com o MEC (Ministério da Educação) e Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mas o pedido não foi levado adiante, pois as questões passam por um longo processo de elaboração.
Nesta semana, Bolsonaro afirmou que o Enem “começa a ter a cara do governo”. A declaração foi dada logo após um pedido de demissão em massa de diversos servidores do Inep, que alegam pressão psicológica e vigilância na formulação da prova.
Bolsonaro é crítico do Enem, por considerar que a prova traz uma suposta abordagem de esquerda, e elogioso da ditadura militar e de torturadores do período.
Ainda de acordo com a Folha, nem o presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, nem o ministro da Educação teriam tido acesso à prova durante sua elaboração ou à sua versão final.
Os dois também não teriam determinado a exclusão de itens específicos.
