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Bolsonaros devem ser considerados traidores da pátria por alinhamento a Trump, diz ex-embaixador do Brasil nos EUA

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    Jair Bolsonaro
    Jair Bolsonaro usa boné com slogan de Donald Trump / Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo | Eduardo Bolsonaro usa boné de campanha Faça a América Grande Novamente, do presidente dos EUA / Imagem reprodução



    Diplomata Roberto Abdenur critica alinhamento da família do ex-presidente com o republicano após tarifas de 50% ao Brasil

    RESUMO <<O ex-embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Abdenur, acusou Jair Bolsonaro e sua família de traição à pátria por apoiarem Donald Trump após o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Em entrevista, Abdenur classificou o alinhamento como um crime contra o Brasil e sugeriu que o Judiciário investigue. Ele propôs usar a lei de reciprocidade como ameaça, sem aplicá-la, para mobilizar aliados nos EUA contra as tarifas>>

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família foram alvos de críticas por parte do ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Roberto Abdenur, que os acusou de traição à pátria.

    A declaração, feita em entrevista ao UOL News, veio após Bolsonaro expressar “respeito e admiração” pelo governo de Donald Trump, mesmo depois de o presidente americano anunciar tarifas extras de 50% sobre produtos importados do Brasil.

    Roberto Abdenur afirmou que o apoio de Bolsonaro a Trump, especialmente após a imposição de tarifas que prejudicam a economia brasileira, configura um “crime contra o Brasil”.

    Segundo ele, o alinhamento de Bolsonaro e sua família com interesses estrangeiros, em detrimento dos nacionais, justifica a acusação de traição à pátria.

    Abdenur sugeriu que as autoridades brasileiras e o Judiciário investiguem o caso em que, em sua percepção, o ex-presidente priorizou relações pessoais e ideológicas com Trump em vez dos interesses econômicos do Brasil.

    Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, o que pode afetar setores como agricultura, siderurgia e manufatura. As tarifas podem reduzir a competitividade de produtos brasileiros no mercado americano, principal destino de exportações como carne, soja e aço.

    Bolsonaro, em vez de condenar a medida, reiterou seu apoio a Trump, o que gerou indignação em setores da sociedade e da diplomacia brasileira. Para Abdenur, essa postura demonstra uma submissão aos interesses americanos, em detrimento da soberania nacional.

    Abdenur propôs que o Brasil utilize a lei de reciprocidade como uma ameaça em resposta às tarifas de Trump, mas sem implementá-la de fato. Essa estratégia visa mobilizar aliados nos EUA, como empresários e políticos contrários a Trump, para pressionar por uma revisão das tarifas.

    Ele alertou que uma escalada retaliatória poderia piorar a situação, mas a ameaça de retaliação pode influenciar o cenário político americano. O diplomata destacou que negociações diretas com Trump são arriscadas, já que o presidente americano tem histórico de vetar acordos no último momento.


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