jornalista da GloboNews destacou dignidade das vítimas reais da ditadura, enquanto revolta dos filhos do golpista com decisão do STF expõe contradição com histórico de apoio a práticas da repressão
Após Alexandre de Moraes negar prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por saúde, Flávio acusa ministro de tortura. Octavio Guedes, na GloboNews, expõe hipocrisia: família apoiava Ustra e piadas sobre ditadura, mas agora reclama. Tarso Genro elogia Guedes por coragem. Decisão do STF cita descumprimentos passados. Defesa pode recorrer, debate sobre justiça e legado ditatorial ganha força.
Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026
Flávio Bolsonaro não conteve a indignação ao ver o pedido de prisão domiciliar humanitária para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ser negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em postagem no X (antigo Twitter) em 1º de janeiro, o senador pelo PL-RJ acusou o magistrado de praticar tortura, questionando: “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura?”.
A declaração veio acompanhada de uma foto de Bolsonaro hospitalizado, datada de abril de 2025, após uma cirurgia extensa, e criticou o que chamou de “sarcasmo” na decisão judicial, que apontou melhora no estado de saúde do ex-mandatário.
A controvérsia surgiu após Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde meados de 2025 – em decorrência de sua sentença a 27 anos e três meses de prisão, por atentar contra a democracia em um golpe de Estado para se perpetuar no poder, que fracassou, ser internado no período natalino para três cirurgias em menos de uma semana.
A defesa argumentou risco de AVC e necessidade de regime domiciliar, mas Moraes rejeitou, citando ausência de fatos novos e histórico de violações, como tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.
Após Flávio Bolsonaro rotular o ministro como “ser abjeto”, ampliando a ofensiva familiar, os irmãos Carlos e Eduardo ecoaram as críticas nas redes, formando uma frente unida contra o STF.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio reforçou que a saúde do pai estaria diretamente ligada às decisões de Moraes.
No contexto desta escalada, o comentarista Octavio Guedes, no programa Em Pauta da GloboNews, na segunda-feira (12/jan), expôs o que muitos veem como hipocrisia. Em análise viralizada, Guedes recordou o apoio histórico da família à ditadura militar: “Gente, eles faziam propaganda do Ustra, que era o torturador… Eles eram a favor da tortura, agora descobriram que tortura é ruim”.
Referindo-se a Carlos Brilhante Ustra, torturador confesso da ex-presidente Dilma Rousseff, Guedes contrastou a dignidade das vítimas reais – como mulheres forçadas a nu, com animais inseridos em seus corpos e violações sexuais – com a reação atual dos Bolsonaros: “Sempre tiveram muito mais dignidade frente ao torturador do que Bolsonaro na frente do que ele chama de torturador, que nem é tortura”.
Assista ao vídeo a seguir:
O vídeo, postado por @AdnanvpPeixoto no X, acumulou milhares de visualizações, chegando também ao conhecimento do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
Em resposta no X, ele elogiou Guedes e o comparou a jornalistas icônicos como Carlos Heitor Cony e Antonio Callado, opositores ao golpe de 1964.
“Esse Guedes… é um exemplo de coragem cívica, de dignidade profissional e de coerência cidadã”, escreveu Genro, evocando a advertência de Joseph Pulitzer sobre uma imprensa corrompida.
Até aqui, o STF mantém silêncio oficial sobre as investidas dos Bolsonaros.

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Ele deveria está no pau de arara, pra descobrir mais coisas, ele defendia a tortura, agora reclama , estando preso em uma suíte, com televisão, ar condicionado, é um frigobar banheiro totalmente exclusivo para ele.
Esse mesmo que defendia a tortura, está preso numa boa e ainda reclama. Safado.
É pra ele está na papudinha
Xandão, manda ele pra papudinha.