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Tornozeleira queimada é o ‘símbolo da ruína bolsonarista’, diz Rogério Correia sobre ex-presidente preso

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    Rogério Correia
    Rogério Correia e a tornozeleira queimada por Bolsonaro / Imagem reprodução X


    Três depoimentos distintos, da batida na escada à versão final dos remédios, revelam como a defesa de Bolsonaro abandonou a tese do acidente e adotou a justificativa de alucinação por medicamentos para explicar o dano ao rastreador eletrônico



    Brasília, 23 de novembro 2025

    Novos detalhes revelam como a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro abandonou a tese do acidente que teria danificado sua tornozeleira e adotou a justificativa de alucinação por medicamentos para explicar o dano ao rastreador eletrônico queimado.

    A quebra se transformou em um caso dentro do caso, expondo uma série de versões contraditórias que culminaram em uma explicação incomum: uma suposta “alucinação” ou “paranoia” induzida por medicamentos.

    O episódio, que começou com um alerta técnico, evoluiu para um embate entre a defesa, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a opinião pública, gerando até mesmo piadas nas redes sociais.

    Um um dia após ter sua prisão preventiva decretada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, Bolsonaro passou por uma audiência de custódia por videoconferência na sede da Polícia Federal em Brasília (Distrito Federal), onde ele está detido.

    Foi nesse momento que ele admitiu ter danificado fisicamente o dispositivo, que é de uso obrigatório como uma das medidas cautelares impostas por Moraes.

    As Múltiplas Versões: Da Escada ao Ferro de Solda

    Conforme apurado por veículos como o g1 e o UOL, a narrativa apresentada por Bolsonaro não foi linear.

    Na primeira versão de acidente doméstico, o ex-presidente teria dito que danificou a tornozeleira eletrônica ao bater o dispositivo acidentalmente em uma escada. Essa justificativa, no entanto, mostrou-se frágil perante as evidências técnicas.

    A versão final de alucinação por medicamentos surgiu diante da inconsistência da primeira história. A defesa, liderada pelo advogado Fabio Wajngarten, apresentou uma nova explicação.

    Alegou que Bolsonaro, em um estado de confusão mental causado por uma combinação de remédios fortes – incluindo analgésicos para dores na coluna –, teria tido uma crise de “paranoia“.

    Nesse estado, ele passou a acreditar que o equipamento continha um dispositivo de “escuta” ou um microssistema de vigilância além do rastreamento por GPS.

    Na confissão da ação de Bolsonaro à juíza Luciana Sorrentino ele disse ter usado um “ferro quente” – interpretado como um ferro de solda – para tentar abrir a placa principal do rastreador.

    Segundo seu relato, ele acreditava que se tratava apenas de uma “tampa” removível. Após tentar investigar o interior do aparelho, tentou resselar o local com o mesmo ferro, na tentativa de esconder o estrago.

    A manobra, no entanto, causou danos irreparáveis e acionou o sistema de alerta da Polícia Federal (PF).

    O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), afirmou em suas redes sociais que a tornozeleira violada é “o símbolo da ruína bolsonarista”.

    A troca de versões descrita acima foi comentada pelo perfil @itsmefrombrazil, em resposta a Correia, após ele afirmar que soube da história no programa Fantástico, da TV Globo.

    O Embate Legal e a Reação da Defesa

    O incidente não passou despercebido pelo STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos contra Bolsonaro – incluindo aqueles ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023 –, tomou conhecimento do fato e citou a violação da tornozeleira com a devida gravidade, que culminou com a prisão preventiva.

    Em resposta, a defesa do ex-presidente adotou uma postura agressiva contra a cobertura da mídia.

    Em nota, o advogado Fabio Wajngarten classificou as reportagens como uma “narrativa” fabricada e destacou que qualquer tentativa de fuga seria impossível, dada a vigilância constante da PF na residência de Bolsonaro em Brasília.

    O foco da defesa tem sido minimizar a intencionalidade do ato, atribuindo-o a uma condição médica atípica e passageira.

    Contexto Mais Amplo: A Tornozeleira como Símbolo

    A imposição da tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes como uma medida cautelar para garantir que o ex-presidente não fugisse à ação da Justiça enquanto responde a diversos inquéritos.

    Para seus aliados, é mais um exemplo de perseguição.

    Para seus críticos, é a materialização de um desprezo pelas instituições.

    A imagem do aparelho carbonizado circulou amplamente, tornando-se um símbolo potente e polarizador no cenário político nacional.

    Inegavelmente, todo o contexto acima foi resumido por Rogério Correia, com a tornozeleira eletrônica danificada sendo “o símbolo da ruína bolsonarista!

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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    1 comentário em “Tornozeleira queimada é o ‘símbolo da ruína bolsonarista’, diz Rogério Correia sobre ex-presidente preso”

    1. Vania Barbosa Vieira

      É o que sobrou de uma pessoa arrogante, prepotente e orgulhoso: usar um ferro de solda pra se soltar!😜😜😜
      Coitado, é digno de pena tal decadência!🚔🚔🚔

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

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