Ex-presidente se exalta em entrevista, nega envolvimento e critica PGR e Judiciário – ASSISTA
Brasília, 17 de julho de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante uma entrevista ao vivo no programa CNN Arena, da CNN Brasil, foi questionado sobre as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu sua condenação por liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Em sua resposta, Bolsonaro perdeu o controle, gritou e usou um palavrão: “Que golpe, p*rra? Que golpe? Sem tropa, sem armas, sem Forças Armadas, sem nada”.
O destempero de Bolsonaro viralizou nas redes sociais, com reações que variaram entre apoio de aliados, críticas de opositores e memes.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) ironizou o ex-presidente no X, escrevendo: “Galvão? Diga lá, Tino”, em referência a uma famosa interação entre narradores esportivos.
Bolsonaro parecia em pânico com a possibilidade de prisão, disseram usuários da plataforma:
Galvão?
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) July 16, 2025
Diga lá, Tino. pic.twitter.com/aEbgZIbnhB
O apresentador Leandro Magalhães tentou interrompê-lo, mas o ex-presidente continuou, criticando as prisões relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023: “Com coitados na rua, uma mulher idosa presa, 17 anos de cadeia! Uma covardia o que fazem com essas pessoas e querem justificar me prendendo”.
A PGR, em alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (14/jul), acusou Bolsonaro de liderar uma organização criminosa armada com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito, promover um golpe de Estado, causar danos qualificados por violência e deteriorar patrimônio tombado.
As penas somadas para esses crimes podem chegar a 43 anos de prisão. Documentos apreendidos com ex-ministros, como Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), incluem uma minuta de golpe e até um discurso que seria lido após a ação golpista, reforçando as evidências contra o ex-presidente.
Bolsonaro, durante a entrevista, negou veementemente as acusações, comparando sua situação a uma “caça às bruxas”, em eco ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele também afirmou que a Polícia Federal (PF) coloca palavras em sua boca e rejeitou a possibilidade de pedir asilo político nos EUA, apesar de sua proximidade com Trump.
Essa entrevista remete a outro momento polêmico em que a apresentadora Elisa Veeck, em outro segmento do Live CNN, referiu-se a Bolsonaro como “Bozo”, apelido pejorativo que ganhou destaque nas redes sociais.
Diante da elevação do tom e da dificuldade em conduzir a entrevista, a CNN Brasil encerrou a transmissão, alegando compromissos com a grade de programação.









PGR bom era o dele. Por ter o sobrenome Aras defendia o Cavalão( apelido do JMB no Exército)!!
PGR bom era o dele. Por ter o sobrenome Aras, protegia o Cavalão(apelido do JMB no exército)!!
Essa besta só vocivera o que tem na sua cachola, pura ignorância…
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