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Bolsonaro ‘sabia da trama golpista por isso, isso e isso’, diz diretor-geral da PF: ‘investigação é muito responsável’

    Andrei Rodrigues revelou que “houve apreensão de mais mídias [áudios ou mensagens] e que Alexandre de Moraes determinou “que se faça oitivas de determinadas pessoas”

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    “Todos os elementos de prova indicam que sim, o ex-presidente [Jair Bolsonaro] sabia da trama golpista por isso, isso e isso. Depoimento, troca de mensagens, registro de impressora, entrada no Planalto etc. É uma investigação muito responsável. Não são ‘vozes da minha cabeça’. Está documento. Tudo que está posto ali tem sustentação fática“.

    As afirmações são do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, conforme transcreveu O Globo, e foram feitas nesta quarta-feira (4/12) em conversa com jornalistas no INC (Instituto Nacional de Criminalística) da instituição policial, em Brasília.

    No encontro, o delegado foi questionado sobre “lacunas” que ainda estão abertas no inquérito sobre o plano golpista de Bolsonaro para mantê-lo no poder e impedir a posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Rodrigues também foi perguntado sobre a identidade de cinco dos militares que participaram da intenção de assassinar o estadista Lula, seu vice Geraldo Alckmin, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e sobre a possibilidade de um quarto alvo chamado de “Juca“.

    O diretor-geral ressaltou que o inquérito focou nos atos executórios de uma trama de golpe de Estado e não em um plano específico de tentativa de assassinato: “Ninguém foi indiciado por tentativa de homicídio“, afirmou, acrescentando que, mesmo após a conclusão do relatório final, de 884 páginas, ainda há diligências em curso no inquérito e é possível que sejam enviados complementos à Corte máxima de Justiça do Brasil.

    O delegado argumentou que “houve apreensão de mais mídias [na operação Contragolpe]”, além de “uma determinação recente do ministro relator [Alexandre de Moraes] para que se faça oitiva de determinadas pessoas. Então isso segue em trâmite“.

    Nesta quinta-feira (5/12), por determinação de Moraes, a PF ouvirá, novamente, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fechou um acordo de delação premiada com a instituição policial, validada pelo magistrado com o militar em 21 de novembro.

    O diretor-geral esclareceu que a PF não pediu a rescisão do acordo de Cid, mas fez um relatório apontando possíveis omissões e contradições nos depoimentos dele. É sobre esses pontos que o tenente-coronel será questionado no interrogatório desta quinta.

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