“Eu passei aqui o ano passado. Essa praça estava completamente cheia. Creio que a diminuição do número de pessoas vai pelo temor do que aconteceu no ‘8 de Janeiro’, agora” – diz o inelegível a seu escasso público – ASSISTA
Vixeeeeeeeee… O Inelegível reclamando que os patriotas não compareceram em peso ao ato em Belo Horizonte… Efeito Xandão 🤡😂😂😂😂 pic.twitter.com/etfCxLT6Pu
— 🅱🆁🆄🅽🅾 🅰🅻🅴🅽🅲🅰🆁 (@Brunocomunika) October 8, 2023
De acordo com a redação da matéria no jornal ‘O Globo‘, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) creditou a redução do público presente no evento em Belo Horizonte, realizado neste domingo (8/10), como um reflexo dos atos de 8 de janeiro.
O inelegível disse que parte dos manifestantes que estiveram em Brasília no início do ano entraram em uma “arapuca da esquerda“, numa tentativa de vincular os ataques golpistas ao novo governo.
O ex-presidente fez a declaração durante sua participação na ‘Marcha a Favor da Vida‘, contra a descriminalização do aborto, na Praça da Liberdade:
“Creio que a diminuição do número de pessoas vai pelo temor do que aconteceu no 8 de janeiro. Agora lá eram brasileiros patriotas que foram se manifestar, entraram em uma arapuca, numa armadilha patrocinada pela esquerda. E hoje muitos irmãos nossos estão sendo condenados por esses atos. Reprovo, sim, a dilapidação de patrimônio público, mas não justifica a pena“, disse Bolsonaro.
Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho, devido a abuso de poder político, o ex-presidente cumpre agenda política em Belo Horizonte desde a última sexta-feira (6/10).
Neste domingo, Bolsonaro estava acompanhado de Michelle Bolsonaro e de nomes do PL do estado, como o deputado federal Nikolas Ferreira e o deputado estadual Bruno Engler, que tenta se cacifar para disputar a eleição para prefeitura de 2024.
No sábado (7/10), Bolsonaro se encontrou o governador Romeu Zema num aceno ao aliado.
O encontro ocorreu em meio a ataques de aliados e filhos do ex-presidente ao governador mineiro. Os dois posaram juntos para fotos e minimizaram desavenças.
Nos últimos compromissos, o casal Bolsonaro tem reforçado discursos da pauta de costumes. A ex-primeira-dama havia feito um longo discurso neste sábado, durante o encontro regional do PL Mulher, com críticas a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela descriminalização do aborto. Neste domingo, na Praça da Liberdade, tanto Bolsonaro como Michelle voltaram a tratar do assunto.
Antes de se aposentar, a ministra Rosa Weber colocou na pauta da Corte e votou favorável ao pedido pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. A votação foi suspensa em seguida e não há previsão de ser pautada pelo novo presidente do STF, o ministro Luis Roberto Barroso.
“Isso (o julgamento no STF sobre a descriminalização) não prosperará lá no Supremo, apesar da maioria ser a favor do aborto“, disse Bolsonaro neste domingo, em fala peculiar que dissemina o ódio entre seus eleitores.
No dia anterior, Michelle mostrou uma reprodução de um feto na 12ª semana de gestação, e criticou a ex-ministra Rosa Weber:
“Uma ex-juíza já deixou seu voto de morte! (…) Peço aos ministros que não sujem a espada da justiça com o sangue de inocentes. Somos contra o aborto“, discursou sobre o tema, que garante votos.
