Bolsonaro reaproxima-se de governadores visando 2026 em meio a julgamento no STF
Ex-presidente busca apoio para “anistia” e mantém indefinição sobre sucessor – SAIBA MAIS
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Brasília, 1º de abril de 2025
Após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro intensifica sua articulação política mirando as eleições de 2026.
O ex-presidente vem se reaproximando de governadores de direita — Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr. (PSD-PR) — enquanto mantém indefinido o apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como seu sucessor.
A estratégia inclui viagens pelo país e a busca por respaldo à anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, conforme mostra O Globo.
Reaproximação com Governadores e Ato Pró-Anistia em São Paulo
Desde a semana passada, Bolsonaro fez gestos aos governadores, que já foram alvos de críticas do bolsonarismo por suas ambições presidenciais.
Caiado, Zema e Ratinho Jr. avaliam participar de um ato pró-anistia em São Paulo neste fim de semana, ao lado de Tarcísio.
O evento pode marcar uma união inédita da direita, diferente do ato no Rio, que contou apenas com Tarcísio entre os cotados ao Planalto.
Zema confirmou presença, enquanto Ratinho Jr. e Caiado ainda negociam, este último com evento próprio em Salvador na sexta-feira.
Visita ao Paraná e Aceno ao PSD de Kassab
Na sexta-feira, Bolsonaro desembarca em Curitiba para um almoço com Ratinho Jr., buscando apoio do PSD, partido com uma das maiores bancadas no Congresso.
Bolsonaro e Ratinho Jr. em 2019 – imagem reprodução
O ex-presidente apelou a Gilberto Kassab, presidente do PSD, para endossar o projeto de anistia.
Apesar de divisões internas na legenda — com deputados do Sul e São Paulo mais alinhados a Bolsonaro e os do Norte e Nordeste próximos a Lula —, Kassab sinaliza reaproximação, mirando uma possível aliança com Tarcísio em 2026 ou até sua própria candidatura.
Estratégia Pragmática: Anistia e Protagonismo Político
Interlocutores veem nos movimentos de Bolsonaro um cálculo pragmático: ampliar o apoio à anistia e manter sua relevância política, mesmo inelegível.
As viagens, que começam pelo Paraná e São Paulo, seguirão com uma “turnê” por estados como Rio Grande do Norte, priorizando regiões populosas até o fim do semestre.
A ideia é demarcar sua posição como candidato à Presidência e dificultar “voos solo” de outros nomes da direita, como Tarcísio, que enfrenta uma relação ambígua com o ex-presidente.
Tarcísio Sob Pressão e Disputa na Direita
Tarcísio, bem posicionado entre moderados e a base fiel de Bolsonaro, é visto como o favorito para sucedê-lo. No entanto, o ex-presidente busca diluir seu protagonismo, elogiando-o como “um bom político, assim como outros”.
A presença de Zema, Caiado e Ratinho Jr. no ato em São Paulo reforçaria essa estratégia.
Nos bastidores, aliados como Silas Malafaia, organizador dos atos pró-anistia, garantem espaço a todos os governadores presentes.
Contexto Jurídico e Aceno a Kassab
Bolsonaro virou réu no STF pela trama golpista, o que acelerou seus planos.
Paralelamente, Kassab, que enfrentou reviravoltas jurídicas na Lava-Jato, recebeu solidariedade do bolsonarismo após decisão de Alexandre de Moraes sobre seu foro.
A relação, antes marcada por desconfiança, ganhou novo fôlego, com o PSD sendo cortejado para 2026.
Direita Unida ou Dividida?
A união da direita é vista como essencial por aliados como o ex-deputado Delegado Waldir (União-GO), que aposta na “sensibilidade” de Bolsonaro para evitar atritos.
Enquanto Caiado lança sua pré-candidatura e Zema defende a elegibilidade do ex-presidente, o PL planeja antecipar os movimentos para 2026, temendo os desdobramentos do processo no STF.
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