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Bolsonaro quer Cristina Graeml e outros derrotados no Senado em 2026 com foco no impeachment de Moraes


    Bolsonaro e Cristina Graeml
    Imagem reprodução/Instagram

    Plano para os candidatos que ele apoiou, como a segunda colocada em Curitiba, é tentar alcançar 54 senadores bolsonaristas, dois terços dos 81 parlamentares, necessários para aprovar um eventual pedido de impeachment de um ministro da Corte

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    O ex-presidente declarado inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), tem um plano nos bastidores para apoiar candidatos apoiados por ele, mas que foram derrotados nas eleições municipais deste ano, incentivando-os a usar seu capital eleitoral adquirido para concorrer ao Senado Federal.

    Entre os mencionados estão Cristina Graeml (PMB), de Curitiba (PR), e o Capitão Alberto Neto (PL), de Manaus (AM), ambos com desempenhos fortes nas eleições. Graeml foi derrotada com 42,36% dos votos e Alberto Neto teve 45,41%.

    Eduardo Pimentel (PSD), atual vice-prefeito da capital do Paraná, venceu a jornalista com 57,64% dos votos e David Antonio Abisai Pereira de Almeida (AVANTE) se elegeu na capital do Amazonas, no domingo (27/10), com 54,59%.

    Primeiro presidente da história do Brasil a não conseguir se reeleger para o cargo após derrota para o novamente Presidente Lula, que está em sua terceira gestão, Bolsonaro deseja formar a maior bancada possível de apoiadores nas eleições de 2026, quando serão escolhidos os próximos chefes de Executivo federal e estadual, bem como os senadores das unidades federativas.

    A meta do inelegível é a de conquistar 54 cadeiras, informa a jornalista do Globo, Bela Megale, acrescentando que, assim, haveria possibilidade de tentar aprovar um pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

    Segundo o texto da jornalista da mídia a serviço do mercado, “o número mágico que a família Bolsonaro trabalha são 54 senadores, ou seja, dois terços dos 81 parlamentares do Senado, o que seria necessário para aprovar um eventual pedido de impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal“.

    Moraes conduz na corte os casos ligados a Bolsonaro. O ministro também é um dos responsáveis diretos pela inelegibilidade do ex-presidente, que pode ir para atrás das grades ainda este ano.

    Segundo a jornalista, em falas públicas recentes, nas quais manifestou seu apoio à eleição de Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado, o Bolsonaro deixou claro que, além de buscar espaços na mesa e nas comissões com a composição, vai trabalhar para puxar temas que pressionem o Judiciário, com os processos de impeachment.

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