Ex-presidente esteve pela manhã no hospital DF Star para procedimentos – SAIBA o que aconteceu
Brasília, 14 de setembro de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou temporariamente sua residência no condomínio Solar de Brasília, no Lago Sul, na manhã deste domingo (14/set), para submeter-se a procedimentos médicos no Hospital DF Star, unidade especializada em atendimentos executivos na capital federal.
A saída, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou a primeira liberação de prisão domiciliar imposta ao político após sua condenação por tentativa de golpe de Estado, decidida pela Primeira Turma da Corte em placar de 4 a 1.
Acompanhado pelos filhos, os vereadores Carlos Bolsonaro e Renan Bolsonaro, o ex-mandatário chegou à clínica por volta das 8h, sob escolta da Polícia Penal do Distrito Federal.
O deslocamento foi cercado de medidas rigorosas de segurança, incluindo varredura prévia do local, revista de apoiadores e proibição de interação direta com o público, conforme determinação judicial.
Apoiadores concentraram-se em frente à unidade, entoando o hino nacional e gritando palavras de ordem como “Mito” e “Volta, presidente”, mas Bolsonaro limitou-se a acenos e sorrisos, sem declarações à imprensa.
De acordo com o boletim médico divulgado pela equipe do Hospital DF Star, o paciente foi admitido para exames laboratoriais, tomografia de tórax e remoção cirúrgica de lesões cutâneas.
Os testes revelaram anemia por deficiência de ferro e uma imagem residual de pneumonia recente, associada a broncoaspiração – complicação recorrente desde o atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral.
Sob anestesia local e sedação, o cirurgião Cláudio Birolini – responsável também por intervenção intestinal no ex-presidente em abril deste ano – realizou a exérese marginal de oito lesões no tronco e no membro superior direito, classificadas como “nevo melanocítico” e “neoplasia de comportamento incerto da pele”.
O material foi encaminhado para biópsia, com resultados esperados nos próximos dias para avaliar a necessidade de tratamentos adicionais.
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O procedimento, ambulatorial e sem intercorrências, durou cerca de duas horas e resultou em alta hospitalar por volta das 14h.
Bolsonaro recebeu reposição de ferro endovenosa e orientações para continuidade do manejo de hipertensão arterial, refluxo gastroesofágico e prevenção de aspiração pulmonar.
Os advogados do ex-presidente têm prazo de 48 horas para apresentar ao STF atestado detalhado da consulta, conforme exigido por Moraes.
Essa não é a primeira vez que sequelas do atentado de Juiz de Fora demandam intervenções no Hospital DF Star.
Em agosto de 2025, autorização similar permitiu endoscopia e tomografia para investigar soluços persistentes, confirmando infecções residuais nos pulmões.
Já em abril, uma laparotomia exploradora de 12 horas corrigiu obstrução intestinal por aderências, transferindo o paciente para a UTI em estado estável.
A sequência de cirurgias – a sexta desde 2018 – reflete o impacto crônico da facada no abdome, que lesionou intestinos delgado e grosso, exigindo reconstruções abdominais e ajustes constantes na rotina clínica.
Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente argumentam sobre “injustiça”, mas usuários da plataforma identificados como progressistas chamam a atenção para os períodos em que Bolsonaro é encaminhado para tratamentos, coincidentes com imposições judiciais.








Antes era só o intestino que estava preso, agora é o restante, que não é muita coisa.😁😁😁
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