Advogados do ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado admitem que seu cliente especial deve ser preso em regime fechado no início de novembro
Brasília, 12 de outubro de 2025.
A equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já sinaliza internamente a possibilidade concreta de transferência para um presídio em regime fechado logo no início de novembro, conforme expectativa revelada pelo colunista Lauro Jardim em reportagem exclusiva no O Globo.
Essa admissão surge um mês após a condenação imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de setembro, que fixou pena de 27 anos e três meses de prisão ao ex-mandatário por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e deterioração de patrimônio tombado.
Atualmente em prisão domiciliar desde agosto, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro vê esgotarem-se os prazos para recursos como embargos de declaração, com o acórdão da decisão em fase final de elaboração.
Uma vez rejeitados os últimos apelos, a execução provisória da pena se tornará inevitável, potencialmente encerrando a atual modalidade domiciliar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforça a tese de que os embargos servem mais para protelar do que para reverter o veredicto, especialmente após a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que expôs detalhes da trama golpista envolvendo aliados militares e civis.
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Essa virada processual não só acelera o cumprimento da sentença, mas também reacende debates sobre a accountability de líderes em democracias jovens como a brasileira.
O desfecho iminente pode reverberar nas eleições de 2026, inabilitando Bolsonaro e redefinindo alianças na direita conservadora, enquanto o STF consolida seu papel como guardião institucional.
Apesar de opções como cela especial na Papuda ou na superintendência da Polícia Federal em Brasília, a defesa ainda pleiteia abrandamentos por motivos de saúde.
O tom realista da admissão da prisão em regime fechado sugere um capítulo inescapável na saga jurídica do ex-presidente.








Até que enfim!
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