Ex-presidente réu no STF intensifica esforços por projeto de lei enquanto presidente da Câmara busca solução com Judiciário – SAIBA MAIS
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Brasília, 10 de abril de 2025
O ex-presidente réu no STF (Supremo Tribunal Federal), Jair Bolsonaro (PL) se reuniu na tarde de quarta-feira (9/abr) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Brasília, para pressionar pela tramitação do projeto de lei que prevê anistia aos condenados pelos atos golpistas do famigerado 8 de Janeiro.
O encontro, confirmado pelo inelegível até 2030, reflete a escalada de esforços do ex-mandatário e seus aliados para garantir o perdão aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em um momento de crescente tensão política.
Bolsonaro busca entender os entraves que impedem o avanço da proposta na Câmara, que depende de Motta para ser pautada.
O Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente, já reuniu 246 assinaturas de deputados favoráveis ao projeto, mas precisa de 257 para levá-lo diretamente ao plenário, conforme exigência regimental.
A reunião foi uma tentativa de sensibilizar Motta, que sinalizou a possibilidade de direcionar o tema a uma comissão especial, evitando uma votação imediata.
Motta, por sua vez, trabalha por uma solução negociada com o Judiciário e o Executivo, resistindo à pressão direta dos bolsonaristas.
Bolsonaro afirmou que o presidente da Câmara enfrenta pressões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo federal para não avançar com a pauta. “Ele leva pressão do ministro lá do Supremo, que não deveria acontecer. Tem pressão por parte do Executivo”, declarou em entrevista à Revista Oeste, sugerindo interferências externas no Legislativo.
A reunião ocorre após o ato na Avenida Paulista no domingo (6/abr), que reuniu cerca de 44,9 mil manifestantes, segundo estimativas do Monitor do Debate Político do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).
O evento contou com a presença de sete governadores, como Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), que buscam capitalizar o apoio bolsonarista.
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Apesar da mobilização, Motta mantém a proposta em compasso de espera, apostando que o STF revise penas dos condenados do 8 de Janeiro, evitando um confronto institucional. Bolsonaro tenta envolver governadores aliados para influenciar deputados de seus estados, ampliando o suporte ao projeto.
Contexto e Repercussões
O projeto de anistia, de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), é alvo de controvérsia. Juristas alertam que a proposta poderia beneficiar até mesmo Bolsonaro, investigado por suposto envolvimento nos atos golpistas.
O ato na Paulista, embora expressivo, não assusta como mobilizações passadas. O Senado, sob Davi Alcolumbre (União-AP), representa outro obstáculo à aprovação.
Para o governo Lula, a proposta é vista como uma tentativa de garantir impunidade, conforme declarou a ministra Gleisi Hoffmann.
A pressão sobre Motta, intensificada por ataques como os do pastor Silas Malafaia, que o chamou de “vergonha da Paraíba” durante o ato, pode, paradoxalmente, afastar o Centrão da pauta, segundo interlocutores do presidente da Câmara.
Enquanto Bolsonaro recalibra sua estratégia, contando assinaturas e articulando apoios, o desfecho da anistia segue incerto, pendente de um delicado equilíbrio entre os Poderes.













#INELEGIVELNACADEIA,que é o lugar apropriado para este estrume fedorento e nauseabundo.
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