
BOLSONARO e COLLOR – Foto de Felipe Sóstenes/g1
Defesa do ex-presidente avalia usar decisão do STF no caso Collor como estratégia para evitar prisão convencional – SAIBA MAIS
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Brasília, 06 de maio de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro pode buscar inspiração no caso de Fernando Collor de Mello para pleitear prisão domiciliar, caso seja condenado no processo relacionado à tentativa de golpe de estado.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou Collor a cumprir pena em regime domiciliar por razões humanitárias, como idade avançada e problemas de saúde, criou um precedente que a defesa de Bolsonaro considera estratégico.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a medida foi concedida devido às condições de saúde de Collor, incluindo Parkinson, apneia do sono severa e transtorno bipolar, conforme relatado pela defesa do ex-presidente.
A prisão de Collor, ordenada em 24 de abril por Moraes após a rejeição de recursos considerados protelatórios, foi vista por ministros do STF como um recado a Bolsonaro.
A corte avalia que a decisão reforça a jurisprudência contra manobras para retardar o cumprimento de penas, o que pode impactar diretamente o processo do ex-presidente, réu por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A imprensa nacional destaca que a rápida conversão da pena de Collor para o regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições como suspensão de passaporte, sinaliza um possível caminho para Bolsonaro, cuja saúde também tem sido motivo de internações recentes.
Nas redes sociais, perfis apontam que internações frequentes do ex-presidente podem ser parte de uma estratégia para justificar um pedido de prisão domiciliar.
Internautas dizem que Bolsonaro está atento ao caso, enquanto analistas políticos indicam que a defesa pode alegar condições médicas, como dores abdominais crônicas ligadas a uma facada em 2018, para reforçar o argumento. Este seria o motivo da exposição do ex-presidente em suas contas nas plataformas.
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A decisão do STF sobre Collor, que também incluiu proibição de visitas não autorizadas, pode moldar o futuro jurídico de Bolsonaro, especialmente se condenado a até 40 anos de prisão, como estimam especialistas.












