O caso do monitoramento ilegal envolve autoridades e, por este motivo, o entorno do ex-presidente teme que estes personagens podem pressionar o Supremo Tribunal Federal em busca de uma punição mais severa
Aliados de Jair Bolsonaro estão mais preocupados com o impacto do inquérito da “Abin paralela” do que com a investigação sobre as invasões do “8 de Janeiro“. Eles temem que autoridades vítimas do esquema possam pressionar o STF por uma punição mais severa aos acusados.
O caso das invasões é visto como tendo como principais vítimas bens materiais e imateriais, enquanto o fato de Bolsonaro estar nos Estados Unidos à época é considerado um atenuante.
Além disso, Bolsonaro é investigado em outros três inquéritos, sendo o das vacinas o que menos preocupa seus aliados atualmente. A aposta é que a Procuradoria-Geral da República não o denunciará nesse caso.
Contudo, a chamada “Abin paralela” tem autoridades como vítimas e bolsonaristas temem que estes personagens podem pressionar o Supremo Tribunal Federal em busca de uma punição mais severa aos acusados, o que pode comprometer seriamente o ex-presidente.
Na lista de pessoas monitoradas ilegalmente pelo esquema estão parlamentares, ex-parlamentares e demais políticos com relações próximas com alguns ministros do Supremo, lembra Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo o entorno de Bolsonaro, as investigação das invasões golpistas teria como principais “vítimas” bens materiais que foram depredados ou bens imateriais, como a democracia.
No caso do 8 de Janeiro, Bolsonaro é investigado por possível incitação às invasões às sedes dos Três Poderes e o fato de o ex-presidente estar nos Estados Unidos à época seria um atenuante para ele.
As investigações contra Bolsonaro são: 1) tentativa de golpe de Estado; 2) venda ilegal de joias; 3) falsificação de certificados de vacinação contra a Covid-19.
