Defesa amplia suporte religioso com indicação de sacerdote católico e ministro dá cinco dias para a administração da Papudinha emitir relatório minucioso abrangendo consultas médicas e visitas recebidas
Em segunda-feira (26/jan), defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao STF inclusão do padre Paulo Marcelo Jordão da Silva em visitas religiosas na Papudinha, após autorização para pastores Robson Rodovalho e Thiago Macieira Manzoni. Padre, de 47 anos, atua na Diocese de Anápolis (GO). Moraes exigiu relatório sobre rotina do ex-presidente, cumprindo pena de 27 anos. Pedido amplia suporte espiritual, com conexões diocesanas históricas.
Brasília (DF) · 27 de janeiro de 2026
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) protocolou, na segunda-feira (26/jan), junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma solicitação para incluir o padre Paulo Marcelo Jordão da Silva no rol de prestadores de assistência religiosa na Papudinha – o 19º Batalhão da Polícia Militar, integrado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Essa petição surge na sequência da autorização concedida em 15 de janeiro, quando Moraes permitiu visitas semanais dos líderes evangélicos bispo Robson Lemos Rodovalho e pastor Thiago Macieira Manzoni, limitadas a uma hora, preferencialmente às terças ou sextas-feiras, sob supervisão estrita.
O pedido enfatiza a manutenção das mesmas condições previamente estipuladas, configurando encontros individuais e monitorados, sem alterar o regime de custódia, conforme detalhado pelo g1.
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por decisões judiciais, foi transferido para a unidade em meados de janeiro, após período na Superintendência da Polícia Federal.
A inclusão de um representante católico reflete uma expansão ecumênica no suporte espiritual, contrastando com o foco inicial em figuras evangélicas ligadas ao ex-mandatário.
O padre Paulo Marcelo Jordão da Silva, de 47 anos e com 11 anos de sacerdócio, é bacharel em Teologia pela Faculdade Católica de Anápolis e atua na Região Pastoral Jesus Bom Pastor, vinculada à Diocese de Anápolis, em Goiás.
Sua indicação não ostenta ligações diretas com Bolsonaro, mas ecoa conexões institucionais: em dezembro de 2022, outro sacerdote da mesma diocese, Genésio Lamounier Ramos, compareceu ao Palácio da Alvorada para uma oração coletiva, mobilizando apoiadores pós-eleitoral, episódio investigado pela Polícia Federal por supostas articulações disruptivas.
A defesa requer a integração do padre no âmbito da assistência religiosa já deferida nestes autos, preservando os protocolos de segurança.
Paralelamente, Moraes determinou, na mesma data, que a administração da Papudinha apresente, em cinco dias, um relatório minucioso sobre a rotina do ex-presidente, abrangendo consultas médicas e visitas recebidas, sinalizando escrutínio rigoroso sobre o cumprimento penal, conforme noticiou a CNN Brasil.
Essa sucessão de pleitos suscita reflexões sobre o equilíbrio entre direitos religiosos e imperativos de justiça, em um cenário onde o STF delineia os contornos da pena.
Analistas jurídicos observam que tais autorizações, embora ancoradas na Lei de Execução Penal, podem pavimentar precedentes para outros detentos, fomentando um debate mais amplo sobre equidade no sistema carcerário brasileiro.

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