‘Pedido veio na reunião de líderes na cúpula em Los Angeles’, mas ‘Bolsonaro questiona legitimidade da própria eleição de Biden’, diz a mídia dos EUA
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
Agência de notícias novaiorquina Bloomberg divulga matéria neste sábado (11/6) afirmando, no título, que ‘Bolsonaro pediu ajuda a Biden para reeleição contra Lula‘, em pedido feito durante a ‘reunião de líderes na cúpula em Los Angeles‘, apesar, conforme observou a mídia, do presidente brasileiro ‘questionar a legitimidade da própria eleição de Biden‘.
por Eric Martin
A reportagem de Eric Martin diz que Bolsonaro retratatou o ex-presidente LULA como “um perigo para os interesses dos EUA“, mas “durante a reunião desta quinta-feira [9/6], Biden sublinhou a importância de preservar a integridade do processo eleitoral democrático do Brasil“.
“Quando Bolsonaro pediu ajuda, Biden mudou de assunto“, afirma o jornalista, que acrescentou que os comentários do presidente brasileiro buscavam explorar o passado de LULA. Martin disse também que “a assessoria de imprensa da presidência do Brasil” não quis comentar o assunto, tampouco a da Casa Branca.
De acordo com o jornalista, a reunião durou quase uma hora e ocorreu de forma privada durante a Cúpula das Américas em Los Angeles.
Martin lembrou que foi o primeiro encontro entre os líderes do Brasil e EUA, desde a eleição de Biden em 2020. “Bolsonaro disse a repórteres … que ele e Biden “falaram superficialmente” sobre a eleição [brasileira]. Em comentários públicos no início de sua reunião, Biden disse que o Brasil tem uma democracia vibrante e inclusiva”, além de instituições eleitorais fortes“.
O jornalista do Bloomberg revisou as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro e informou a seu público que Bolsonaro está “atrás de Lula” e que o ex-presidente “ganharia no primeiro turno, com 47% dos votos, enquanto Bolsonaro ficaria com 29%, segundo pesquisa do instituto Quaest nesta quarta-feira”.
Ainda, Martin lembra que o presidente Jair Bolsonaro era “um aliado próximo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump” e que o brasileiro voltou a expressar, “nesta semana, dúvidas sobre a legitimidade da vitória eleitoral de Biden“.
O jornalista indicou que a argumentação de Bolsonaro contra Biden se deu durante “declarações a uma emissora de televisão local no Brasil em 7 de junho“, quando ele afirmou que “houve fraude generalizada na eleição americana que Biden venceu“.
Martin acrescentou que Bolsonaro repetiu “as teorias da conspiração que o ex-presidente dos EUA levantou consistentemente desde novembro de 2020” e que o presidente do Brasil “foi um dos últimos líderes mundiais a parabenizar Biden por sua vitória“.
Por conta disso, “as relações entre as duas maiores economias das Américas esfriaram“, escreve o jornalista do Bloomberg.
“No entanto, em sua reunião na quinta-feira, a dupla parecia se dar bem, com o líder brasileiro descrevendo sua reunião como “sensacional” e “muito melhor” do que ele esperava. Em comentários à CNN Brasil, ele se disse “espantado” com seu colega norte-americano“, escreveu Martin, espantado com a mudança do tom de Bolsonaro, o que no Brasil jã não se considera tão surpreendente.
Eric Martin finalizou sua matéria lembrando que Lula “teve um bom relacionamento com o presidente dos EUA, Barack Obama“, quando Joe Biden era seu vice, “durante quase dois anos em que os dois se sobrepuseram como chefes de governo” e que “durante uma cúpula do G20 em Londres em 2009, Obama disse [referindo-se a Lula]: “ESSE É O CARA”.
