Segundo aliados, o ex-presidente perdeu a voz e se consultou no Hospital, mas garantiu presença no ato desta tarde, contra as decisões da Corte Máxima de Justiça, que tirou do ar uma das principais redes de disseminação de noticias falsas
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal e foi se consultar no hospital Albert Einstein, em São Paulo, na manhã deste sábado (7/9), data da programação para um ato contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o ministro relator das investigações dos supostos crimes no inelegível, Alexandre de Moraes.
Aliados disseram que o candidato derrotado para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022, teve uma gripe e ficou sem voz, tendo saído ainda antes do meio-dia do estabelecimento de saúde e rumou para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde almoçaria com o aliado.
Apesar da movimentação, o ex-presidente considerado “antidemocrata” manteve a presença no protesto contra as decisões da corte máxima de Justiça brasileira, que há uma semana suspendeu a rede social X, do bilionário estadunidense Elon Musk, devido às suas desobediências sobre as ordens judiciais que visam proteger a internet das fake news contadas por bolsonaristas, vista por ministros como um dos meios que a extrema direita usa para arregimentar eleitores, através da disseminação do ódio.
Segundo alguns perfis nas redes sociais, o diagnóstico de Bolsonaro “foi de uma “forte gripe” e o inelegível está “sem voz”. Mesmo assim ele irá para o ato contra Xandão na Paulista, mas não poderá discursar no evento“, pois “meteu atestado”.
Na rede social Bluesky, o jornalista do ICL Notícias, William de Lucca, escreveu que “Bolsonaro disse que não poderá fazer discurso no 07/09 na Paulista porque está sem voz por “motivos de saúde”” e que este motivo seria Alexandre de Moraes.
Bolsonaro disse que não poderá fazer discurso no 07/09 na Paulista porque está sem voz por “motivos de saúde” O motivo de saúde:
— William De Lucca (@deluccawilliam.bsky.social) Sep 7, 2024 at 12:51
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😷 METEU ATESTADO Segundo o âncora da CBN Brasília, Brunno Melo, Bolsonaro deu entrada no Albert Einstein em São Paulo se sentindo mal. Diagnóstico foi de uma "forte gripe" e o inelegível está "sem voz". Mesmo assim ele irá para o ato contra Xandão na Paulista, mas não poderá discursar no evento.
— Camarote da República (@camarotedacpi.bsky.social) Sep 7, 2024 at 12:58
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Pela manhã, de acordo com a Folha de S. Paulo, Bolsonaro postou um vídeo nas redes sociais confirmando sua participação no ato da avenida Paulista, em São Paulo, e pedia a apoiadores para não irem aos eventos do 7 de Setembro promovidos por Lula, sob o argumento de que o Brasil “está sem liberdade” e que não se pode comemorar o que o estadista propôs: ‘Democracia e Liberdade‘ – mote do Dia da Independência neste ano.
A manifestação na Paulista neste sábado é insuflada por dois casos recentes envolvendo Moraes: a suspensão das atividades do X, antigo Twitter, após a empresa não indicar um representante legal no país. Desde então, Musk, tem endossado postagens sobre o protesto deste sábado. Ele escreveu que o magistrado “deve sofrer impeachment por violar seu juramento de posse“.
Outra situação que estimula a manifestação é a série de reportagens sobre suposta atuação atípica do gabinete de Moraes, que, segundo Glenn Greenwald, ordenou por mensagens e de forma não oficial a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio ministro contra bolsonaristas no inquérito das fake news no Supremo durante e após as eleições de 2022.
Na sexta-feira, Bolsonaro voltou à Juiz de Fora (MG), na mesma data, (6/9), em que o ex-presidente levou uma facada durante um ato de campanha realizado em 2018.
No primeiro ano da terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem apresentado excelentes resultados na Economia do País, Bolsonaro não convocou ato para o 7 de Setembro, tendo apenas divulgado um vídeo com imagens do desfile cívico de 2022, que mostrava uma multidão tomando as ruas de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com a legenda “Deus, Pátria, Família e Liberdade“.
Declarado inelegível pelo TSE até 2030 por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, o ex-presidente foi indiciado neste ano pela Polícia Federal em inquéritos sobre as joias e a falsificação de certificados de vacinas contra a Covid-19.
Além desses casos, Bolsonaro é alvo de outras investigações, que apuram os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Parte dessas apurações está no âmbito do inquérito das milícias digitais relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e instaurado em 2021, que podem em tese resultar na condenação de Bolsonaro em diferentes frentes.
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, Bolsonaro poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.
