Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Bolsonaro está morrendo de medo de ir para a Papuda, dizem auxiliares que o visitaram

    Clickable caption
    O procurador-geral
    O procurador-geral da República, Paulo Gonet em Foto de Jefferson Rudy/Agência Senado | Jair Bolsonaro (PL), réu no STF com pedido de condenação pela Procuradoria-Geral da República, por tentativa de golpe de Estado, em foto de Rosinei Coutinho/STF | O ministro do STF, Alexandre de Moraes, em foto de Brenno Carvalho/Agência O Globo


    Placar está 2×0 pela condenação: votaram Moraes e Dino; ex-presidente teme condições precárias e humilhação no complexo penitenciário



    Brasília, 09 de setembro de 2025

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está vivendo momentos de tensão diante da possibilidade de ser preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, segundo relatos de aliados próximos que o visitaram recentemente.

    Sob prisão domiciliar desde agosto de 2025, Bolsonaro enfrenta um julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva.

    A perspectiva de uma condenação, que pode resultar em até 43 anos de prisão, tem gerado “medo de humilhação e das condições adversas” do presídio, conforme confidenciaram seus aliados à Folha de S. Paulo.

    De acordo com fontes próximas, Bolsonaro expressou receio com as condições do Complexo da Papuda, conhecido por abrigar detentos em um ambiente considerado por muitos como precário.

    O ex-presidente, que já está sob monitoramento por uma tornozeleira eletrônica e sujeito a restrições como a proibição de usar celular e redes sociais, teme que a prisão represente não apenas a perda de liberdade, mas também uma “suprema humilhação”, conforme ele mesmo descreveu em outro contexto, segundo a CNN.

    O julgamento, que entrou em sua fase final em 2 de setembro, é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, alvo de críticas de Bolsonaro e seus apoiadores, que classificam o processo como uma “caça às bruxas”.

    A investigação aponta que Bolsonaro teria articulado um plano para subverter a democracia, incluindo propostas de assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes, além de incentivar os atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas invadiram e vandalizaram prédios do Congresso Nacional, do STF e do Palácio do Planalto.

    A expectativa é que o veredicto seja anunciado até 12 de setembro.

    Recentemente, a tensão em torno do caso foi agravada por pressões internacionais.

    O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, aliado de Bolsonaro, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra Moraes, chamando o julgamento de “perseguição política”.

    A ação de Trump gerou um impasse diplomático, com o governo brasileiro, liderado por Lula, defendendo a independência do Judiciário

    “O processo deve prosseguir livre de interferências políticas”, afirmou Lula em entrevista ao The New York Times.

    Enquanto isso, apoiadores de Bolsonaro têm se mobilizado em protestos, como os realizados em São Paulo e Rio de Janeiro no último feriado de 7 de setembro, exigindo anistia para o ex-presidente e seus aliados.

    No entanto, analistas apontam que a polarização no Brasil só aumenta, com parte da população, como a manifestante Laura Lima, de 59 anos, exigindo a prisão de Bolsonaro“Quero ver Bolsonaro na cadeia”, disse ela à Reuters.

    A possibilidade de Bolsonaro tentar fugir do país também preocupa as autoridades. Em agosto, a Polícia Federal encontrou em seu celular um rascunho de pedido de asilo político endereçado ao presidente da ArgentinaJavier Milei, o que reforçou as medidas de restrição contra ele. 

    Moraes deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente explicasse o documento, mas não há indícios de que o pedido tenha sido formalmente enviado.

    Com o julgamento se aproximando de sua conclusão, o Brasil se encontra em um momento crucial para sua democracia.

    Uma condenação de Bolsonaro seria inédita na história do país, que nunca julgou um ex-presidente por crimes contra a ordem democrática.

    Por outro lado, seus apoiadores, incluindo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, alegam que o processo é enviesado e que o STF está sendo usado para silenciar a oposição.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading